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PJ "baralhada" com documento da Europol encontrado em disco de Rui Pinto

PJ "baralhada" com documento da Europol encontrado em disco de Rui Pinto

A Polícia Judiciária (PJ) encontrou, num dos discos aprendidos a Rui Pinto, um documento que terá, de alguma forma, sido extraviado de um canal de comunicação "com níveis de segurança muito, muito elevados" da Europol.

A descoberta deixou os inspetores "um bocadinho baralhados", admitiu esta quinta-feira, em tribunal, José Amador, da PJ e testemunha no julgamento do hacker autointitulado denunciante.

Em causa está o facto de o documento - a agendar uma reunião, em 2016, entre a Judiciária e as suas congéneres espanhola e húngara para falar do que seria o processo de Rui Pinto - ter sido, segundo o inspetor, consultado "com pouca diferença de tempo" do seu envio à Europol.

Amador especificou que, na sequência dessa descoberta, em 2019, foram analisados os sistemas daquele organismo e da PJ e em nenhum foi detetado qualquer ataque. Admitiu, contudo, que o documento pudesse ser do conhecimento de outras polícias estrangeiras e "até de escritórios de advogados".

Segundo o inspetor, a comunicação integraria um lote de documentação que terá sido extraviado da sociedade de advogados Vieira de Almeida. A firma representara, em 2015, a Doyen Sports e o seu diretor-geral, Nélio Lucas, na sequência de acessos indevidos e uma tentativa de extorsão ao fundo de investimento.

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Estes últimos atos estão entre aqueles por que Rui Pinto, assumido criador do Football Leaks, está, desde 4 de setembro de 2020, a ser julgado em Lisboa.

Já o suposto ataque à Vieira de Almeida está a ser investigado noutro processo, tal como outros atos que não foi possível, dado o limite temporal para deduzir a acusação, incluir no atual inquérito.

A inquirição de Amador, já no seu quarto dia, prossegue esta quinta-feira à tarde.

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