Justiça

PJ faz 16 buscas relacionadas com o cibercrime

PJ faz 16 buscas relacionadas com o cibercrime

A PJ e o Ministério Público estão estão a efetuar 16 buscas domiciliárias no âmbito de um inquérito de investigação de diversos ataques informáticos

Em comunicado, a PGR informou que "estão em curso 16 buscas domiciliárias, no âmbito de um inquérito dirigido pelo MP e onde se investigam diversos ataques informáticos - incluindo os mais recentes, ocorridos a 25 de abril de 2016".

As buscas estão a decorrer em vários locais do país, designadamente na Grande Lisboa.

"Em causa estão crimes de acesso ilegítimo (Artigo 6.º, n.º 1, 2, 3 e 4, alínea a) da Lei do Cibercrime), de dano informático (Artigo 4.º, n.º 1 e 3 da Lei do Cibercrime), de sabotagem informática (Artigo 5.º, nº 1 e 5, alínea b) da Lei do Cibercrime) e ainda de associação criminosa (Artigo 299.º do Código Penal)", adiantou a PGR.

Na mesma nota é referido que na "investigação, que se encontra em segredo de justiça, o Ministério Público é coadjuvado pela PJ".

Uma fonte da PJ disse anteriormente à agência Lusa que as buscas tiveram início às 07:30 em várias zonas do país, incluindo Lisboa e zona Norte, no âmbito de uma investigação relacionada com ataques aos sistemas informáticos do Estado.

Em fevereiro de 2015, a PJ deteve oito pessoas, entre os 17 e os 40 anos, por pirataria informática.

Os detidos eram suspeitos da prática dos crimes de sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e acesso indevido a diversos sistemas informáticos do Estado e também de empresas do setor privado.

As detenções ocorreram após a Diretoria de Lisboa da PJ, em articulação com o Gabinete do Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR), desenvolver em vários pontos do território nacional uma vasta operação de combate à criminalidade informática e tecnológica, designadamente à atividade ilícita conhecida como "hacktivismo".

Fonte policial revelou, na altura, à Lusa que uma das buscas incidiu sobre o Tugaleaks, que se apresenta como um órgão de comunicação social inspirado no Wikileaks.

Os detidos residiam nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e pertenciam ao Anonymous Portugal e a outros grupos associados

Segundo a PJ, a investigação iniciou-se em abril de 2014.