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Branqueamento

PJ identifica quase 100 mulas de dinheiro em dois meses e meio

PJ identifica quase 100 mulas de dinheiro em dois meses e meio

Casos foram detetados entre 15 de setembro e 30 de novembro de 2021. Autoridades apreenderam e arrestaram cerca de 530 mil euros.

A Polícia Judiciária (PJ) identificou, nos últimos dois meses e meio, quase cem "mulas" de dinheiro - pessoas que, a troco de uma comissão, são recrutadas por associações criminosas para transferir dinheiro proveniente de atividades ilícitas, branqueando-o. No total, entre 15 de setembro e a passada terça-feira, foram apreendidos ou arrestados cerca de 530 mil euros.

A operação da PJ integrou uma ação internacional que permitiu a 27 países identificar, no mesmo período, um total de 18 351 correios de dinheiro, 94 dos quais em Portugal. Entre setembro e novembro de 2019 tinham sido, globalmente, 3833 e, no período homólogo do ano passado, 4031.

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Já o número de recrutadores de "mulas" identificados tem sido bastante inferior: 386 há dois anos, 227 em 2020 e 324 nos últimos dois meses e meio. No total, entre correios e mandantes foram detidas, nos últimos dois meses e meio, 1803 pessoas. Destas, apenas três foram presas em Portugal e, segundo a PJ, todas eram alegadas "mulas".

A ação decorreu pelo sétimo ano consecutivo e contou com a participação de 22 países europeus, Austrália, Colômbia, Hong Kong, Singapura e Estados Unidos da América. A expectativa, adiantam a Europol e a PJ em comunicado, que tenha sido possível evitar a perda de 67,5 milhões de euros, o dobro do período homólogo de 2020 e o quíntuplo do de 2019.

Recrutados ao engano

De acordo com a PJ, a campanha "visa sensibilizar o público em geral" para o que são "mulas de dinheiro". Por norma, os alvos das associações criminosas são pessoas com menos de 35 anos; recém-chegados ao país; e desempregados, estudantes ou pessoas com dificuldades financeiras. Muitos não se aperceberão sequer que estão a cometer um crime.

Anúncios de emprego com erros de português, sem requisitos de formação e em que é dito que o trabalhador pode ter de usar a sua conta bancária são alguns dos sinais de alerta.

"Se foi alvo de aliciamento, deve denunciar os factos à Polícia Judiciária ou aos serviços do Ministério Público", apela, na nota, a PJ.

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