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PJ investiga indícios de corrupção no Benfica com "vouchers" de 600 euros

PJ investiga indícios de corrupção no Benfica com "vouchers" de 600 euros

A Polícia Judiciária terá encontrado indícios de corrupção nos "vouchers" oferecidos pelo Benfica a árbitros, observadores e delegados de jogo. Isto porque há despesas com jantares a ascenderem a 600 euros. Diretor de Comunicação do clube da Luz admite que um observador "poderá ter abusado um pouco", mas recorda que os kits eram oferecidos à frente de toda a gente.

A denúncia dos "vouchers" de 500 e 600 euros, englobados naqueles que ficaram conhecidos como "kit Eusébio" (uma caixa com a camisola do jogador e vouchers para uma visita ao Museu Cosme Damião e jantares no Museu da Cerveja) havia sido feita por Bruno de Carvalho, quando era ainda presidente do Sporting.

As ofertas já haviam sido consideradas normais como oferta de cortesia pela Federação Portuguesa de Futebol, Liga dos Clubes e UEFA e o caso arquivado em 2016.

No entanto, a TVI divulgou, no domingo, que as investigações prosseguiram e a Polícia Judiciária, após encontrar faturas de jantares que ascendiam aos 600 euros na época 2013/14, entendeu haver indícios de corrupção desportiva.

Luís Bernardo, diretor de Comunicação do Benfica, reagiu e, embora admitindo que possa ter havido um exagero, salientou que os kits eram oferecidos após os jogos e à frente de toda a gente.

"Isso foi valorizado pela UEFA. O Benfica nunca deixou de dar kits, por cortesia e não por compensação, . Oferecia às claras e de forma transparente. Daqui se depreende que quando existe intenção malévola de corromper, não se faz as claras. Como se corrompe alguém depois de um jogo que se perdeu? Ou quem se sabe que o delegado vai relatar factos que penalizam o clube? Não tem lógica", referiu.

De acordo com o Público, este processo está ser investigado juntamente com o "caso dos emails" e o "Mala Ciao", em que está em causa um sistema de empréstimo de jogadores do Benfica ao Desportivo das Aves e de apostas desportivas fraudulentas.

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