Estado de emergência

Polícia pode usar pistola elétrica para travar fuga ao isolamento

Polícia pode usar pistola elétrica para travar fuga ao isolamento

Os agentes da PSP já têm ordens para deter quem desobedeça às ordens para encerrar cafés, bares, discotecas ou qualquer outro espaço comercial que não tenha autorização para manter as portas abertas.

Um despacho da Direção Nacional da PSP também autoriza que os polícias possam recorrer a gases neutralizantes e armas elétricas, conhecidas como taser, para imobilizar pessoas infetadas ou suspeitas de estarem contagiadas com o Covid-19 e que recusem, terminantemente, cumprir as indicações médicas para se manterem em isolamento.

O documento, assinado pelo diretor nacional, Magina da Silva, e ao qual o JN teve acesso, define os procedimentos operacionais a executar pelos polícias no atual contexto de estado de emergência. E, desde logo, estipula que, no caso das discotecas a funcionar ilegalmente, é determinada a saída dos clientes e o encerramento do espaço. Se se verificar "desobediência reiterada às ordens", os polícias avançam para a detenção dos infratores. Detidos serão também proprietários e clientes de bares que insistam em permanecer no local e o mesmo sucederá com formadores e formandos de centros educativos, assim como com instrutores das escolas de condução que mantenham a atividade.

Já no caso do desembarque não autorizado de passageiros de navios de cruzeiro que atraquem nos portos portugueses a fiscalização cabe ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e à Polícia Marítima. A PSP dará, somente, apoio operacional se for requisitada por estas entidades.

GNR aposta na pedagogia

Na GNR, ainda não chegou qualquer documento oficial aos postos, mas os guardas já começaram a controlar os estabelecimentos que têm de permanecer encerrados. Numa primeira fase, as indicações superiores são para os guardas manterem uma atitude pedagógica, mas num futuro próximo as medidas irão endurecer: também poderão acontecer detenções.

O Comando-Geral da GNR revela que ajustou "o funcionamento das suas rotinas" às novas exigências e que terá, todos os dias, 500 militares para monitorizar movimentos da população e ainda para controlar as fronteiras. "Tem sido implementado um reforço das cadeias logísticas em prol da autossuficiência do dispositivo operacional, bem como canalizadas todas as valências policiais no apoio à população", frisa a Guarda.

Feitas as contas, os militares da GNR efetuaram cerca de 1800 patrulhas em todo o país, incluindo fiscalização de espaços comerciais, o que significa que foram percorridos perto de 120 mil quilómetros diariamente.

Efetivo nas ruas em alerta para necessidade de limitar deslocações

A PSP do Porto tem grande parte do seu efetivo em missão de visibilidade. Ontem de manhã, muitos condutores que entravam no Porto foram surpreendidos com viaturas policiais em locais pouco usuais, como as ruas do Cantor Zeca Afonso, Faria Guimarães ou na Rotunda do Freixo. Alguns eram mandados parar tendo por objetivo alertá-los para a necessidade de limitar deslocações. "Os agentes estão a atuar numa lógica de sensibilização, pois a população tem demonstrado bom comportamento cívico. Os cidadãos vão ver efetivamente mais polícias nas ruas", referiu, ao JN, fonte da PSP. O dispositivo nas ruas foi reforçado com agentes que estavam adstritos a programas de proximidade como o "Apoio 65", destinado a idosos.

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