Vandalismo

Polícia vai comunicar frase nazi escrita em casa no Porto ao Ministério Público

Polícia vai comunicar frase nazi escrita em casa no Porto ao Ministério Público

Uma pichagem num portão da Avenida do Brasil, no Porto, com a frase nazi "o trabalho liberta" foi denunciada à Polícia Municipal, que a vai comunicar ao Ministério Público, disse este domingo à Lusa fonte daquela autoridade.

Em declarações à Lusa, fonte da Polícia Municipal do Porto avançou que recebeu este domingo uma participação sobre o ato de vandalismo no portão principal de uma casa na Avenida do Brasil, com a expressão em alemão "Arbeit Macht Frei" e que a situação vai ser comunicada ao Ministério Público.

No local, a frase encontra-se pintada a tinta branca num portão preto. Ao lado, também em tinta branca, foi escrito "Operação markes vergonha", com a data e local de uma manifestação.

Alguns transeuntes paravam a ler a frase e ficavam indignados, como o caso de uma imigrante em Portugal de origem polaca que disse à Lusa encarar o ato como "incompreensível".

"É algo incompreensível que aconteça e é preciso educar as pessoas sobre o que realmente aconteceu nos campos de concentração. É importante que as pessoas não façam este tipo de atos de vandalismo e que não tenham medo de denunciar estes atos à polícia, para que não se repitam outra vez e porque seis milhões de judeus morreram vítimas do Holocausto", afirmou a mulher.

O lema "Arbeit Macht Frei" foi usado nos vários campos de concentração nazis durante o Holocausto, tendo-se tornado num "símbolo quer do derradeiro mal que encontrou a sua expressão em Auschwitz quer da memória do Holocausto", como indicou o Centro de Lembrança do Holocausto Yad Vashem, quando, em 2009, o símbolo com a frase foi roubado de Auschwitz, tendo sido recuperado semanas depois.

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"Devemos continuar a trabalhar para educar sobre o Holocausto, para que os símbolos do Holocausto sejam imbuídos de significado, ajudem a construir um futuro melhor e que sirvam de catalisador na luta contra o antissemitismo e o racismo", escrevia na altura o Yad Vashem.

A Alemanha assinalou este domingo o 76.º aniversário da libertação do campo de Buchenwald, onde 56 mil pessoas foram mortas.

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