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Polícias apanhados em rede de corrupção na inspeção de automóveis

Polícias apanhados em rede de corrupção na inspeção de automóveis

Três elementos da Polícia Judiciária (PJ), um agente da PSP, um tenente-coronel do Exército e um militar da GNR na reserva estão entre as 24 pessoas agora acusadas pelo Ministério Público (MP) de Sintra de integrarem uma rede de corrupção em centros de inspeção na Amadora. Há dezenas de veículos que, entre o início de 2015 e meados de 2016, terão obtido autorização para circular sem ter condições para tal.

Segundo a acusação, no centro do esquema estaria o então diretor de um centro de inspeção em A-da-Beja. Para falsear os resultados, o dirigente, hoje com 52 anos, contaria com a colaboração de sete inspetores da sua confiança. Estes terão, mesmo após este ter sido transferido para um estabelecimento em Queluz (Sintra), mantido o estratagema a funcionar quer em A-da-Beja quer em Alfragide, sob liderança do seu ex-chefe.

Como contrapartida pelas aprovações indevidas, o dirigente beneficiaria de refeições grátis ou oferendas de carnes, queijos, azeite, vinho e marisco. Já os inspetores, receberiam entre 20 e 70 euros por cada serviço. O dinheiro seria deixado no porta-luvas ou no banco de passageiro do carro. No total, foram acusados, entre outros ilícitos, de 57 crimes de corrupção passiva. Destes, 20 são atribuídos ao ex-diretor e 22 a um inspetor.

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