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Polícias exigem colete à prova de bala para cada elemento da PSP

Polícias exigem colete à prova de bala para cada elemento da PSP

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) exigiu esta quinta-feira coletes à prova de bala para todos os polícias, considerando tratar-se de uma ferramenta essencial de proteção para fazer face ao aumento das agressões. O JN noticiou esta quinta-feira a decisão da direção nacional da PSP em obrigar os polícias a usar coletes.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, afirmou estar de acordo com a recente decisão da direção nacional da Polícia de Segurança Pública em obrigar os polícias a usar coletes à prova de bola em diversas ocorrências, mas alertou para o problema deste equipamento não estar disponível para todo o efetivo.

O JN já tinha avançado na edição desta quinta-feira que os polícias passam a estar obrigados a utilizar coletes balísticos em oito tipos de ocorrências definidas pela PSP. Casos de violência doméstica, consumo de álcool ou droga e intervenções em bairros problemáticos estão entre as situações potencialmente perigosas e que, recentemente, causaram pelo menos 18 feridos entre o corpo policial. Ainda assim, a Direção Nacional da PSP recusa associar a medida aos episódios de violência nos bairros, justificando-a com "a elevada imprevisibilidade das ocorrências". Os sindicatos elogiam a decisão, mas lembram que não há equipamento suficiente para todos os polícias.

"A medida é boa, adequada e reflete a preocupação com a segurança dos polícias, mas falta o essencial que é um colete à prova de bala para cada polícia", disse Paulo Rodrigues.

Numa diretiva enviada a todo o efetivo da Polícia de Segurança Pública, o diretor nacional pede a todos os polícias para que passem a usar obrigatoriamente os coletes antibala em vários tipos de ocorrências.

No entanto, Paulo Rodrigues sublinhou que não há coletes à prova de bala para todos os polícias.

"Não há uma única esquadra que tenha um colete antibala para cada polícia", disse, sublinhando que, devido à falta deste equipamento, os coletes vão passar de polícia para polícia, o que pode causar problema de higiene e de saúde.

O presidente da ASPP disse que esta nova obrigação para o uso de colete à prova de bala deve-se ao aumento recente das agressões contra polícias.

Segundo Paulo Rodrigues, as agressões contra polícias têm aumentado, bem como o grau de violência.

"Estas agressões são planeadas e executadas, na maioria dos casos, por grupos de pessoas. Assistimos a um aumento da criminalidade grupal que deve preocupar todos e exige das entidades competentes maior ação", frisa a ASPP, num comunicado, entretanto divulgado, para dar conta que vai enviar uma proposta ao Governo, direção nacional da PSP, grupos parlamentares e Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

Paulo Rodrigues explicou que a ASPP refletiu sobre o aumento de agressões aos polícias e reuniu um conjunto de propostas para minimizar esta situação.

Segundo a ASPP, entre as propostas está a necessidade de distribuir coletes de proteção balística individual a todos os polícias, a necessidade de rever modelo de atuação no terreno e compensar os polícias pelo risco de vida no desempenho na missão.

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