Premium

Polícias militares espiaram vigilâncias da Judiciária

Polícias militares espiaram vigilâncias da Judiciária

Reunião entre elementos da PJ Militar e da GNR, em Loulé, sobre assalto em Tancos foi fotografada pela PJ civil, mas visados detetaram a monitorização. Fizeram queixa à PGR.

Perceberam que eram um alvo da Polícia Judiciária (PJ), com vigilâncias e colocação de um localizador num veículo militar e, por isso, alguns arguidos que viriam a ser detidos por causa da recuperação do material de Tancos passaram também a "vigiar" a PJ civil. Um dos casos aconteceu nove meses antes das detenções, à porta da GNR de Loulé, onde os inspetores da PJ foram apanhados a fotografar e a ouvir, com escutas ambientais, as conversas dos elementos da Polícia Judiciária Militar (PJM) e do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR. Os incidentes criaram um ambiente de "alta tensão".

De acordo com informações recolhidas pelo JN, em janeiro deste ano a PJ já tinha fortes suspeitas de que a recuperação, três meses antes, do material de guerra furtado em Tancos, se tratara de uma encenação executada pelos próprios polícias militares. Por isso, a PJ montou dispositivos de vigilâncias aos militares.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG