Covid-19

Polícias reclamam horários adaptados para reduzir contágio

Polícias reclamam horários adaptados para reduzir contágio

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) quer que a direção da PSP adote horários adaptados nas esquadras para evitar eventuais contágios. A GNR já flexibilizou os turnos e criou um regime de prontidão.

A ASPP já enviou um pedido à Direção Nacional da PSP, "onde insiste na necessidade de proceder urgentemente à adoção de alterações aos horários praticados nas esquadras de polícia". O mais representativo sindicato da Polícia, argumenta que "a maior parte das instituições já garantiu um modelo de horário denominado de "espelho", ou seja, onde grupos de trabalho, em alternância, durante um conjunto de dias tendo uma carga horária maior, para garantir também mais tempo afastado do serviço. Reduzindo o número de interações entre colegas", adianta a ASPP em comunicado.

Para o sindicato, o modelo não coloca em causa o funcionamento das esquadras, "reduz a possibilidade de contágio e cria um maior sentimento de segurança entre todos os profissionais", explica.

As medidas de prevenção contra o Covid-19 obrigaram a GNR a adotar medidas, começando pela redefinição de escalas e redução do efetivo nos postos. De acordo com informações recolhidas pelo JN, só metade do efetivo dos postos está a ir diariamente para as instalações. Cada militar trabalha sete dias seguidos, com turnos de 12 horas, assegurando o serviço e evitando contactos desnecessários entre si. Os restantes elementos de cada posto ficam em casa, mas estão sempre de prevenção, em dois níveis de prontidão. No primeiro, têm menos de uma hora para se apresentar ao serviço; os restantes só são chamados em casos de extrema necessidade.

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