Ciberataques

Portugal está "preparado dentro do possível"

Portugal está "preparado dentro do possível"

A ministra da Justiça e da Administração Interna admitiu que todos devemos estar preocupados com o cibercrime mas que "estão criadas todas as condições para que o país se possa defender em caso de ataque".

"Claro que estou preocupada. Penso que é uma questão que deve preocupar todos", afirmou esta tarde Francisca Van Dunem. A governante acrescentou que a criminalidade eletrónica "seguramente está a ser tratada quer ao nível dos serviços de inteligência quer ao nível das polícias e portanto vamos deixá-los trabalhar".

Questionada sobre se o país estava preparado para estes ataques, Van Dunem lembrou que "não há nenhum país, nenhuma instituição que esteja completamente imune a estes ataques".

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"Não podemos dizer que o país está completamente imune. O que podemos dizer é que estão criadas todas as condições para que o país se possa defender em caso de ataque", assegurou em declarações aos jornalistas após uma sessão de inauguração de um estabelecimento prisional em Viseu.

A ministra frisou que o país "conhece o momento que vive, os riscos do momento que atravessa e obviamente tem criado os mecanismos para os enfrentar". A governante gostava que não se gerasse um sentimento de insegurança e explicou que "o cibercrime já vinha crescendo ainda antes da pandemia, mas o contexto pandémico gerou condições para o seu aumento".

Van Dunem elencou a aprovação, no final do ano passado, de um diploma "justamente relativo à proteção das infraestruturas críticas e das comunicações" e garantiu que o governo "criou todas as condições para que a PJ estivesse apetrechada com uma unidade especial de combate ao cibercrime, a UNCT3, que efetivamente terá não só os meios técnicos mas tecnológicos, como foi tendo ao longo de tempo e sobretudo nos últimos anos meios humanos para reagir a este tipo de situações".

A ministra fez porém questão de realçar a "evolução muito rápida, quer do ponto de vista das tecnologias quer da capacidade disruptiva de quem age contra os sistemas críticos" e a necessidade "de fazer formações em permanência; as instituições têm de estar atentas no sentido de acompanhar estes fenómenos e proteger melhor as nossas instituições".

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