Operação Marquês

Prescreveu crime de corrupção de Sócrates e Salgado com a PT

Prescreveu crime de corrupção de Sócrates e Salgado com a PT

O juiz de instrução da Operação Marquês Ivo Rosa considerou prescrita a alegada ligação corruptiva de José Sócrates e de Ricardo Salgado relativamente à Portugal Telecom (PT).

Na sessão de leitura da decisão instrutória da Operação Marquês, no Campus da Justiça, em Lisboa, o juiz Ivo Rosa afirmou que prescreveram o crime de corrupção passiva imputado a José Sócrates relacionando com atos de interesse de Ricardo Salgado em relação à PT e ao GES (Grupo Espírito de Santo).

"Não se mostra indiciada qualquer intervenção do primeiro-ministro José Sócrates quanto à OPA da PT", afirmou Ivo Rosa.

O juiz disse também que não há qualquer intervenção de Sócrates em favorecer Salgado na OPA da SONAE sobre a PT.

O juiz de instrução considerou ainda não ser possível concluir que José Sócrates manteve contactos com as autoridades brasileiras e com o antigo presidente do Brasil Lula da Silva para beneficiar Salgado no negócio da PT relativo à operadora Oi.

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Além de Sócrates, no processo estão também outras figuras públicas, como o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, o antigo ministro socialista e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos Armando Vara, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e Carlos Santos Silva, alegado testa-de-ferro do ex-primeiro-ministro e seu amigo de longa data.

No processo estão em causa 189 crimes económico-financeiros.

A fase de instrução começou em 28 de janeiro de 2019, sob a direção do juiz Ivo Rosa.

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