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Presidente da EDP Renováveis recusa responder ao juiz Carlos Alexandre

Presidente da EDP Renováveis recusa responder ao juiz Carlos Alexandre

O presidente da EDP Renováveis, João Manso Neto, recusou, esta quarta-feira, responder às perguntas do juiz Carlos Alaxandre sobre os factos investigados no caso das alegadas "rendas excessivas" da EDP. É suspeito de crimes de corrupção e de participação económica em negócio.

Manso Neto saiu do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) , em Lisboa, pelas 10 horas, cerca de 30 minutos da hora agendada para o interrogatório. À saída, disse apenas que mantém a sua posição.

Na semana passada, a defesa do administrador e de António Mexia, presidente da EDP e igualmente arguido no processo, pediu ao Tribunal da Relação de Lisboa para afastar Carlos Alexandre do processo, a quem aponta falta de imparcialidade. O requerimento está ainda em apreciação.

O magistrado decidiu, ainda assim, manter o interrogatório, pedido pelo Ministério Público (MP) com o objetivo de confrontar os arguidos com novos factos e agravar as medidas de coação. Há três anos que Mexia e Manso Neto estão sujeitos a termo de identidade e residência, a medida de coação mais leve prevista na lei. Carlos Alexandre alegou que em causa estão diligências urgentes.

Na terça-feira, Mexia remetera-se igualmente ao silêncio perante o juiz de instrução. "Sendo coerente com este pedido [de recusa], o interrogatório não fazia sentido e, por isso, temos de aguardar o resultado do requerimento", sustentou aos jornalistas.

Na quinta-feira, é ouvido no TCIC João Conceição, presidente da REN e também arguido no caso EDP. A diligência está agendada para as 09.30 horas. Só depois se saberá se existirá, ou não, um agravamento das medidas de coação. Em cima da mesa, estará a eventual prestação de cauções e/ou suspensão de funções.

O processo encontra-se ainda em fase de inquérito (investigação), não tendo, até ao momento, sido deduzida acusação pelo MP. Manuel Pinho, ex-ministro da Economia, é um dos restantes arguidos no caso EDP.

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