Custóias

Presos romenos em greve de fome

Presos romenos em greve de fome

Sete cidadãos romenos, presos preventivamente na cadeia de Custóias iniciaram uma greve de fome em protesto "pela forma discriminatória como são tratados pelo sistema judicial português".

Segundo o advogado de um dos grevistas, o protesto - "que poderá alastrar a outros estabelecimentos prisionais do país", avisa - deve-se "à inaceitável descriminação" de que são alvo, "sobretudo no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) e Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto. "Pelo facto de serem romenos, parece ter passado a ser regra a imposição da prisão preventiva como única medida de coação".

O advogado acrescenta que "alguns estão presos preventivamente com acusações mirabolantes, outros estão na cadeia sem nada terem a ver com os processos onde são acusados, sendo quase certo que serão inocentados se chegarem a julgamento. E já ninguém lhe tira os meses que passaram na cadeia", lamentou.

Por outro lado, o familiar de um dos grevistas em "preventiva" na cadeia de Custóias garantiu ao JN a existência de uma "segunda razão" para a greve de fome: "Quando um dos nossos é detido, o tribunal do Porto escolhe sempre a mesma tradutora. Trata-se de uma cidadã da Moldávia incapaz e traduzir corretamente a língua romena. Bem protestámos, mas não vale de nada", lamentou.

A mesma fonte acrescentou que já pediram à embaixada e governo romenos para que intercedam junto do governo português para "acabar com esta atitude que discrimina negativamente apenas os romenos".

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