Sentença

Prisão efetiva para dez jovens que roubavam com violência na noite do Porto

Prisão efetiva para dez jovens que roubavam com violência na noite do Porto

Liderados por dois irmãos gémeos, um gangue de jovens, todos residentes na área do Grande Porto, passou dois anos a multiplicar roubos na noite da Invicta. As vítimas eram ameaçadas, agredidas e despojadas de todos os bens e valores que tivessem. Alguns até a roupa tiveram de entregar. Ontem, o tribunal condenou-os a penas de prisão efetiva, de poucos meses até aos sete anos.

O grupo, composto por 11 jovens na faixa dos vinte anos, ficou conhecido pelo percurso delinquente, mas também por integrar dois irmãos gémeos, Ricardo e Sérgio Magalhães, nascidos e residentes no Porto, operários da construção civil. Os outros membros dedicavam-se aos estudos e profissões diversas. Mas o que faziam na realidade eram crimes. Roubos, sequestros, coação, ameaças, detenção de armas e munições e passagem de moeda falsa.

A "empresa" criminosa funcionou bem de 2019 a 2021, altura em que as autoridades lhes deitaram a mão e um juiz de instrução mandou a maior parte deles para prisão preventiva.

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O "modus operandi" era sempre o mesmo: escolhiam jovens que frequentavam a vida noturna portuense, deixando que se isolassem um pouco. Aí, em grupo, roubavam-lhes telemóveis, joias, dinheiro, sapatilhas, roupa de marca, colunas de som, auriculares... Também agrediram a maioria das vítimas. E algumas deles tiveram facas encostadas ao pescoço.

Julgados por um coletivo presidido pelo juiz Pedro de Brito, do tribunal S. João Novo (Porto), foi-lhes reconhecida pouca ou nenhuma vontade de se emendarem, pelo que foram condenados a penas de prisão efetiva.

Os gémeos Ricardo e Sérgio Magalhães apanharam três anos e oito meses e três anos, respetivamente.

A única pena com execução suspensa foi a de Diogo, um jovem condenado a três anos, mas a quem o tribunal decidiu dar uma oportunidade.

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