Viseu

Prisão preventiva para líderes de rede que roubava carros de luxo

Prisão preventiva para líderes de rede que roubava carros de luxo

O juiz de instrução de Viseu decidiu a prisão preventiva para quatro dos nove detidos na operação da PJ de Vila Real que a semana passada desmantelou uma rede que, com recurso a embustes, se apoderava de carros de luxo que vendia depois em Espanha a preço de saldo.

Os burlados, em quase um milhão de euros, eram donos de Ferrari, Porsche, Mercedes e Audi, que puseram à venda na Internet.

Fabrizio Soares, mais conhecido por "Chinês", Vítor Hugo Rosa, Ruben Fonseca e Francisco Levi, alegados mentores de um esquema burlão que, recorrendo a falsas profissões - médicos ou cirurgiões - e a falsas contas bancárias conseguiam apoderar-se de carros de luxo à venda na OLX e Stand Virtual, vão ficar em prisão preventiva decretado pelo juiz de instrução do tribunal de Viseu. Os outros cinco detidos e alegados cúmplices ficaram sujeitos a apresentações bissemanais.

Recorde-se, conforme noticiou o JN, que este grupo é suspeito de, desde outubro de 2019, ter engendrado um esquema burlão que muitas vezes se mostrou eficaz. Quando viam automóveis que lhes interessavam, contactavam os proprietários e, fazendo-se passar por médicos especialistas ou cirurgiões, marcavam encontro para ver os carros. Depois, voltavam a contactar para avisar que devido a um contratempo, não podiam comparecer. Mas tinham muito interesse na viatura pelo que enviavam "o filho ou genro", preparados para, "se o carro estiver no estado que aparenta", o pagarem imediatamente.

Com falsos comprovativos de transferências bancárias, que muitas vezes rondaram os 100 mil euros, ao fim de meia hora os legítimos proprietários ficaram sem os carros: um Ferrari (90 mil), um Porsche (55 mil), um Nissan GT-R (98 mil), mais dois Mercedes, um Audi e um Fiat topo de gama.

Os burlões conseguiam a mudança de propriedade no mesmo dia e enviar os carros para Espanha onde eram vendidos a preços "de promoção".

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"Falta mais gente"

Fonte ligada ao processo garantiu ao JN que "a procissão ainda vai no adro". Não porque a investigação não tenha terminado, mas antes porque "falta deter outros cúmplices". Mais quatro, concretamente. Trata-se de indivíduos perfeitamente identificados, com papéis relevantes na alegada rede, mas que, por razões desconhecidas, desapareceram dos círculos habituais, pouco tempo antes de a PJ desencadear a operação que culminou com as nove detenções.

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