Homicídio do "Conde"

Prisão preventiva para "Toni do Penha" de Guimarães

Prisão preventiva para "Toni do Penha" de Guimarães

O Tribunal de Guimarães determinou, esta sexta-feira de tarde, que António Silva ("Toni do Penha"), antigo empresário da noite de Guimarães, vai aguardar julgamento em prisão preventiva pelo homicídio de Fernando Ferreira, conhecido como "Conde". Hermano Salgado, o outro detido pelo mesmo crime, fica com apresentações diárias.

A leitura das medidas de coação realizou-se esta sexta-feira de tarde no Tribunal de Guimarães. O juiz de instrução, Pedro Miguel Vieira, determinou que "Toni do Penha" fica a aguardar julgamento em prisão preventiva pelos crimes de homicídio qualificado e furto qualificado, ocorridos a 8 de janeiro do ano passado.

Segundo a investigação, naquela noite, Fernando "Conde" saiu de casa, em Creixomil, e deslocou-se até ao parque de Briteiros, junto ao restaurante "Sombras do Ave", onde se encontrou com "Toni do Penha" e Hermano Salgado.

Foi para Briteiros que os dois suspeitos atraíram o empresário de 63 anos do ramo da eletricidade, para o questionarem sobre o roubo de 135 mil euros de um cofre de casa de "Toni", ocorrido um mês antes. "Toni" suspeitava de "Conde", que lá tinha estado a fazer trabalhos de eletricidade, e decidiu confrontá-lo. A investigação crê que o duo agrediu Fernando "Conde" e o atirou para o rio Ave. O corpo do empresário acabaria por aparecer 14 dias depois no rio, na freguesia de Barco, 100 metros a jusante de Briteiros.

O duo de suspeitos foi detido pela PJ do Porto, na passada terça-feira. O interrogatório começou na quarta-feira e prolongou-se por mais dois dias, tendo sido determinada a prisão preventiva para Toni do Penha, esta sexta-feira. Hermano Salgado fica sujeito a apresentações diárias no posto de autoridade da sua área de residência, que no caso é o posto da GNR de Caldas das Taipas Entre a prova estão escutas telefónicas incriminatórias, bem como as localizações dos telemóveis que indicam que os dois principais arguidos estavam no local do crime, à hora do crime.

Em tribunal, Toni do Penha decidiu falar ao juiz para confirmar que esteve no local do crime, na noite do crime, mas negou que tenha praticado o homicídio. Disse, antes, que Fernando "Conde" fugiu em direção ao rio quando foi confrontado com perguntas sobre o paradeiro dos 135 mil euros. Embora inicialmente tenha confirmado que foi para o local do crime com Hermano Salgado, Toni do Penha mudou a versão e disse ao juiz que Hermano não estava lá. Assumiu que foi com um homem dos "jagunços de Guimarães" cujo nome não conhece.

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