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Processos por perseguição de pessoas quase duplicam em cinco anos

Processos por perseguição de pessoas quase duplicam em cinco anos

O Ministério Público iniciou 907 inquéritos criminais no ano passado. Especialistas avisam que é preciso levar aumento a sério.

Aos 74 anos, admitiu em tribunal que regou com gasolina a mulher, com 68, e ateou-lhe fogo, depois de 15 dias a persegui-la por não aceitar o fim do casamento. A mulher morreu. O caso é um exemplo de como o crime de perseguição pode rapidamente escalar para comportamentos que, no limite, podem levar à morte. Daí que os especialistas avisem que é preciso levar a sério um delito que, em cinco anos, viu duplicar o número de queixas e inquéritos abertos pelo Ministério Público.

Perseguição, stalking ou assédio persistente são formas de classificar o mesmo comportamento, punido por lei desde 2015. Em 2016, o número de inquéritos abertos pelo crime de perseguição foi de 482. Desde então, foi sempre a subir: 658 no ano seguinte; 682 em 2018; 894 em em 2019; e 907 no ano passado. O número de 2020 é quase o dobro de 2016, o que revela "uma maior consciencialização para o problema", comenta Marlene Matos, coordenadora do Grupo de Investigação sobre Stalking da Universidade do Minho.

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