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Prostituição: As piores agressões são invisíveis e magoam mais do que um murro

Prostituição: As piores agressões são invisíveis e magoam mais do que um murro

Trabalhadores do sexo continuam a ter de lidar com discriminação, abandono e isolamento

Há violências que não são vistas mas que magoam tanto ou mais que um murro. Aos estigmas associados à diferença - da profissão, da orientação sexual, da pobreza ou da identidade -, os trabalhadores do sexo têm agora também de lidar com a violência da pandemia e de um maior isolamento social.

Hoje é o Dia Internacional Contra a Violência sobre os Trabalhadores do Sexo. Não há números, pois nem a PSP nem a GNR tipificam crimes com estas vítimas. Quem conhece o meio admite que muitas vezes, por medo, as queixas ficam por apresentar. Porém, não haverá um problema específico grave, dizem. Mais preocupantes são as violências invisíveis: a discriminação, o isolamento e o abandono. "Há sempre uma grande dose de violência associada à diferença. A sociedade lida muito mal com a diversidade", considera Jorge Martins, coordenador do Espaço Pessoa, que desde 1997 presta apoio a centenas de trabalhadores do sexo a partir do Porto.

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