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Prostitutas resistem a multas e às valas abertas para as tirar da berma da estrada

Prostitutas resistem a multas e às valas abertas para as tirar da berma da estrada

GNR e Câmara de Lousada uniram-se para acabar com zona histórica de prostituição. Mulheres prometem luta.

As insistentes tentativas para acabar com uma histórica zona de prostituição no concelho de Lousada estão a revoltar mais de uma dezena de prostitutas de beira de estrada. As mulheres alegam que a abertura de valas profundas, que impedem o acesso aos caminhos que usavam para praticar atos sexuais, assim como as multas e operações realizadas pela GNR estão a tirar "o pão da boca" aos filhos. E prometem lutar até ao fim para se manterem no local. Porém, a Câmara de Lousada defende que a saúde pública e a segurança da população exigem o fim de uma atividade que ali se arrasta há décadas. Num ponto as duas partes concordam: a legalização da prostituição seria bom para todos.

Entre março e abril deste ano, quando vigorava o último confinamento imposto para combater a pandemia da covid-19, a GNR de Lousada emitiu cerca de 60 multas por violação do dever geral de recolhimento domiciliário e da limitação de circulação entre concelhos a prostitutas e a clientes que procuravam as ruas nas imediações da Zona Industrial de Lustosa para a prática de atos sexuais.

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