Abuso

PSP acabou com protesto em frente ao tribunal de Braga e recolheu os brinquedos

PSP acabou com protesto em frente ao tribunal de Braga e recolheu os brinquedos

A PSP pôs fim ao protesto das "Mulheres de Braga" que encheram as escadas do tribunal de Braga com brinquedos e peluches, em sinal de desagrado com uma decisão judicial num caso de abuso sexual.

A PSP de Braga identificou a presidente da Associação Mulheres de Braga, (AMBRAGA), Emília Santos, e terminou com o protesto, que não estava autorizado e se realizou no espaço de um órgão de soberania.

Os brinquedos e peluches que haviam sido colocados na escadaria do tribunal de Braga foram recolhidos pela polícia e por seguranças do tribunal e levados para para a 2.ª Esquadra daquela força policial, em Braga.

A iniciativa da AMBRAGA foi um "grito de revolta por mais uma decisão judicial que deixa as vítimas entregues à sua sorte", protestando contra uma decisão do tribunal, num caso de suspeita de abuso sexual.

Um homem, de 44 anos, detido no passado domingo pela Polícia Judiciária por suspeita de abusar sexualmente da filha de 15 anos, na casa em que viviam, em Braga. Presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Braga, o juiz aplicou-lhe, como medidas de coação, apresentações periódicas na PSP e proibição de se aproximar das filhas, a menos de 500 metros, uma medida controlada por pulseira eletrónica.

"Não se compreende que um homem que abusa de uma filha de 15 anos seja deixado em liberdade, apenas com proibição de se aproximar das filhas e com pulseira eletrónica. Na prática, tanto a vítima como a irmã, ambas menores, ficam completamente expostas ao perigo", referiu Emília Santos.

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