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PSP deu parecer negativo à festa do Benfica no Marquês

PSP deu parecer negativo à festa do Benfica no Marquês

A criação de um palco circular e a venda de bebidas que não fossem em copos de plástico estiveram na base do parecer negativo que a PSP deu à festa do Benfica, no domingo, em Lisboa.

Segundo a Rádio Renascença, que cita fonte da PSP, esta força policial opôs-se ao palco circular no Marquês de Pombal, já que não permitia criar um perímetro de segurança para controlar os adeptos. A informação foi também confirmada por fonte citada pela agência Lusa.

Em vez disso, a PSP considerou que teria sido mais aconselhável o modelo utilizado no ano passado, no Parque Eduardo VII, para garantir a segurança dos adeptos.

Ao fim de quatro reuniões com a autarquia e o clube, acabou por prevalecer a decisão da Câmara de Lisboa e do Benfica, que aprovaram os festejos no Marquês de Pombal, uma vez que o parecer da PSP não é vinculativo.

Ao JN, o porta-voz da PSP, Paulo Flor, disse que se trata de "matéria reservada", pelo que não haverá comentários.

Fonte oficial do Benfica disse que não haverá mais comentários do clube além do que já foi dito por Luís Filipe Vieira.

Ainda segundo a Renascença, a PSP considerou que a organização dos festejos falhou ainda no facto de ter transmitido as imagens das agressões de um adepto em Guimarães nos écrans gigantes, o que poderá ter funcionado como um incentivo a violência.

"Os desacatos que aconteceram no Marquês são absolutamente lamentáveis e inaceitáveis para a cidade de Lisboa e para um fenómeno desta natureza e nada têm que ver com o dispositivo que foi encontrado", disse, à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

O autarca sublinhou que "a preparação permitiu uma excelente organização e todos os elementos fundamentais estavam precavidos", acrescentando que as ações de "grupos possivelmente marginais" podiam ter acontecido "em qualquer lugar, em qualquer circunstância", e devem ser averiguados pelas autoridades "até às últimas consequências".