Lisboa

PSP obrigado a regressar ao serviço mesmo após teste positivo à covid

PSP obrigado a regressar ao serviço mesmo após teste positivo à covid

Um agente da PSP de Lisboa tem de voltar ao serviço, mesmo após ter acusado positivo para covid-19 pela terceira vez. Segundo as indicações da Direção Geral da Saúde (DGS), após dez dias sem sintoma, o doente está apto para trabalhar, não precisando de um teste negativo.

A medida está a causar apreensão não só ao próprio agente mas também a muitos colegas, pois o PSP, destacado na 5.ª Divisão da PSP de Lisboa, pertence a uma Equipa de Intervenção Rápida, o que significa que tem de andar numa carrinha com mais sete agentes.

O Sindicado dos Profissionais da Polícia (SPP) já manifestou o seu desagrado ao Comando da PSP e espera que as orientações da DGS não sejam seguidas. "Ele está com muito receio de poder infetar um ou mais colegas, mas também não pode faltar ao serviço porque a baixa acabou e tem ordens para regressar", afirma Mário Andrade, presidente do SPP.

O sindicalista revela que há muita indignação entre as hostes com estas novas orientações pois "já há mais de 100 polícias infetados e, assim, corremos o risco de ficar com milhares". Se a medida persistir, Mário Andrade antecipa que os contágios irão aumentar e avisa que a capacidade operacional da PSP poderá vir a ser ainda mais afetada.

As novas instruções da DGS, emitidas a 14 de outubro, dizem que após 10 dias de isolamento sem sintomas e três dias sem medicação para a febre, os doentes já não precisam de um teste negativo para regressar ao trabalho, considerando-se aptos.

No caso concreto deste agente da PSP, ele testou positivo para a covid-19 pela primeira vez a 3 de outubro, depois a 13 de outubro e agora novamente positivo. Mesmo assim, as indicações que recebeu são para voltar ao trabalho.

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