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PSP registou 1521 casos de divulgação ilícita de imagens íntimas em cinco anos

PSP registou 1521 casos de divulgação ilícita de imagens íntimas em cinco anos

A PSP registou, nos últimos cinco anos, 1521 casos de ameaça ou mesmo de divulgação online de imagens íntimas de terceiros, dos quais 280 em 2020, anunciou aquela força de segurança, esta terça-feira, "Dia Europeu da Internet Mais Segura".

Em causa está, nomeadamente, a utilização de vídeos de cariz íntimo para chantagear o antigo parceiro ou parceira após o fim de uma relação amorosa ou "sexting" (troca de mensagens com fotografias ou vídeos pessoais eróticos ou sexuais).

"Esta devassa da vida privada por intermédio de meios informáticos tem sido cada vez mais recorrente devido ao crescimento exponencial da utilização das redes sociais", refere, ao JN, a PSP. A instituição ressalva, ainda assim, que, ao longo de 2020, se registou "um decréscimo no número de crimes desta natureza, fruto do trabalho de informação e sensibilização" que tem sido realizado, "quer por intermédio das redes sociais, quer das campanhas temáticas no contexto do policiamento de proximidade".

A descida interrompeu pelo menos três anos de crescimento do número de crimes de devassa por meio de informática investigados pela PSP. Em 2019, tinham-se verificado 362 casos, mais 82 do que em 2020. Já em 2018, houve 322 situações e, no ano anterior, 292. Em 2016, registaram-se, por sua vez, 265 ocorrências, menos 15 do que em 2020.

Segundo o Código Penal, o crime de devassa por meio de informática é punível com pena de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias. Abrange a criação, manutenção ou utilização de ficheiros "individualmente identificáveis e referentes a convicções políticas, religiosas ou filosóficas, à filiação partidária ou sindical, à vida privada, ou a origem étnica".

Jovens mais vulneráveis

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"Os jovens, por muitos motivos, constituem um grupo especialmente vulnerável à vitimização por crimes concretizados por intermédio da Internet", alerta a PSP. Esta força de segurança aconselha, por isso, os mais novos a não partilharem a palavra-passe nem com os seus melhores amigos, a não revelarem online a morada de casa ou qual a escola que frequentam, a instalarem apenas programas de origem fidedigna e com a ajuda de um adulto a aceitarem, nomeadamente como amigos nas redes sociais, somente as pessoas que conhecem.

A instituição lembra, de resto, que está disponível para apoiar pais e professores na "sensibilização das crianças e jovens para os perigos da utilização da Internet, e em tornar esta ferramenta mais segura". O contacto poderá ser feito diretamente através das equipas da Escola Segura no terreno ou do e-mail escolasegura@psp.pt.

Além da divulgação de vídeos de cariz íntimo, a PSP alerta igualmente para o fenómeno da disseminação de informação falsa, das burlas informáticas e da recolha ilícita de dados pessoais. Entre outros aspetos, a força de segurança recomenda aos cidadãos que, ao utilizarem um meio de pagamento pela primeira vez, não se deixem orientar por um desconhecido.

"Relembramos ainda que a denúncia de todos e quaisquer crimes praticados através da Internet (ou qualquer outro método) é essencial para que se possa atuar de forma proativa e dar início ao processo de investigação, chegando assim mais rapidamente à identificação dos seus autores", remata a PSP.

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