Prevenção

PSP vigia em permanência entradas de automobilistas no Porto e em Lisboa

PSP vigia em permanência entradas de automobilistas no Porto e em Lisboa

A PSP e GNR têm na rua a quase totalidade dos efetivos. Depois das novas medidas ontem anunciadas pelo Governo, as divisões de trânsito da PSP vão passar a vigiar as entradas de automobilistas no Porto e em Lisboa, a fim de averiguar se têm motivo válido para circular, apurou o JN. Além disso, quase todos os agentes da autoridade estão a cumprir turnos de 12 horas.

Nos últimos dias, aos agentes e militares foi, ainda, dada informação específica sobre os comportamentos e procedimentos que minimizam os riscos de contágio. Na PSP, foi reorganizada a prestação do trabalho. Por exemplo, na rendição dos turnos os agentes não se cruzam nas instalações.

Todo o dispositivo foi sensibilizado para a necessidade de cumprir as mesmas regras aconselhadas à população, como evitar cumprimentos e respeitar as medidas de etiqueta respiratória.

Os agentes podem usar, sempre que justificado, o equipamento individual de proteção, mas só após comunicação prévia e validação da hierarquia.

A PSP aposta na sensibilização, mas realça que, com a declaração do estado de emergência, os cidadãos podem ser detidos em caso de desobediência.

Para proteção dos agentes, a Direção Nacional da PSP assinala que já foram distribuídos 15 mil kits individuais de proteção (máscara, luvas cirúrgicas e instruções de utilização) e "profusamente disponibilizada solução desinfetante". Está prevista a entrega de mais 10 mil kits e cinco mil óculos cirúrgicos.

Até anteontem havia, em todo o país, 60 agentes em quarentena ou vigilância médica. Ontem, foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 num elemento da PSP da esquadra de Sintra. Na GNR, na terça-feira, foi confirmada a infeção de um guarda de Santa Maria da Feira.

Regime de "prontidão"

As medidas de prevenção contra o Covid-19 obrigaram também a GNR a adotar medidas, começando pela redefinição de escalas e redução do efetivo nos postos. De acordo com informações recolhidas pelo JN, só metade do efetivo dos postos está a ir diariamente para as instalações.

Cada militar trabalha sete dias seguidos, com turnos de 12 horas, assegurando o serviço e evitando contactos desnecessários entre si.

Os restantes elementos de cada posto ficam em casa, mas estão sempre de prevenção, em dois níveis de prontidão. No primeiro, têm menos de uma hora para se apresentar ao serviço; os restantes só são chamados em casos de extrema necessidade.

Com metade do efetivo no terreno, cada posto terá sempre os restantes elementos disponíveis para trabalhar imediatamente.

O atendimento ao público também está condicionado. Nos postos só entra uma pessoa de cada vez. E quem procura a GNR para serviços não urgentes é incentivado a utilizar meios eletrónicos.

Contactado pelo JN, César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, diz serem medidas adequadas. "Tem lógica evitar os contactos desnecessários entre os militares e parece-nos que esta é uma boa medida para preservar os elementos".

No entanto, o líder sindical adianta serem necessários mais ajustes. "Há alguns postos que ainda não conseguiram implementar as medidas porque não têm efetivo suficiente", explicou.

Forças Armadas cancelaram operações

As Forças Armadas ainda não foram chamadas a atuar no âmbito do estado de emergência decretado. Mas estão prontas a fazê-lo a qualquer momento e já tomaram várias medidas para ter os militares operacionais. Desde logo, cancelaram todos as missões e exercícios de treino marcados para as próximas semanas, incluindo um que estava a ser organizado pela Força Aérea e que integrava elementos de vários países. Também as rescisões de contrato de trabalho estão suspensas para evitar a saída de militares. Ainda ontem, as Forças Armadas anunciaram que disponibilizaram 2300 camas para acolher doentes infetados com Covid-19.

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