Tribunal

Quase todos os suspeitos de vaga de assaltos em Famalicão ficam em silêncio

Quase todos os suspeitos de vaga de assaltos em Famalicão ficam em silêncio

O grupo de dez indivíduos suspeito de duas dezenas de assaltos em estabelecimentos comerciais de Famalicão começou a ser julgado esta terça-feira, no Tribunal de Guimarães. Apenas um dos arguidos quis falar ao tribunal para negar o envolvimento nos furtos.

Os arguidos, com idades entre os 17 e os 50 anos, onde se inclui pai e dois filhos, estão acusados de furtos qualificados na forma consumada e furtos qualificados na forma tentada. Os furtos foram realizados desde novembro de 2018 a fevereiro de 2019, altura em que o grupo foi desmantelado.

A operação "Peter Pan" desencadeada no âmbito da investigação levada a cabo pela Brigada de Investigação Criminal da PSP de Famalicão levou à detenção dos suspeitos, dois deles ainda menores. Foi recuperado diverso material. Hoje, perante o coletivo de juízes quase todos os arguidos optaram pelo silêncio. Apenas um motorista de 48 anos, que está acusado de nove furtos qualificados na forma consumada e três na forma tentada decidiu falar para negar os fatos de que está acusado. Disse conhecer quase todos os outros arguidos de festas que frequentavam, e por lhes dar boleia de e para essas festas, mas negou estar envolvido em qualquer furto, ou ter conduzido as viaturas que a acusação lhe imputa.

Na sessão desta terça-feira foram ainda ouvidos três agentes da PSP que estiveram envolvidos na operação que desmantelou o grupo, e um militar da GNR de Famalicão que acorreu a um furto numa clínica dentária na freguesia de Avidos. Contou ao tribunal que nas imediações do estabelecimento assaltado encontrou dois dos arguidos que inicialmente, negaram ter assaltado a clínica, contudo depois confrontados com as imagens de videovigilância acabaram por confessar e contar onde tinham o material furtado escondido. Acrescentaram que foi o motorista que os levou de carro até à clínica.