Pandemia

Quase três mil polícias tiveram covid-19

Quase três mil polícias tiveram covid-19

Cerca de 15% dos mais de 20 mil efetivos da PSP estiveram infetados com covid-19 e três polícias morreram na sequência da doença.

No pico máximo de infeções, a 31 de janeiro deste ano, aquela força policial ficou privada de 2247 efetivos, sendo que 847 estavam infetados e 1400 em isolamento profilático.

Segundo o diretor-nacional da PSP, a 22 de outubro estavam infetados 18 polícias e 24 permaneciam em isolamento. Ao todo, desde o início da pandemia, 2949 polícias foram infetados, revelou Magina da Silva.

712 detidos desde março de 2020

A PSP apresentou um resumo das ações de fiscalização por si efetuadas no âmbito do combate à pandemia da covid-19. Desde março de 2020, o início do estado de emergência, foram detidas 712 pessoas e registadas 26 413 autos de contraordenação. Realce ainda para o encerramento coercivo de 1571 estabelecimentos comerciais.

Numa apresentação sobre o desempenho da PSP no combate à pandemia de covid-19, o diretor-nacional elogiou o comportamento dos portugueses em geral e a dedicação e o esforço dos profissionais da PSP. Magina da Silva considerou que os portugueses "mostraram uma disciplina social enorme que não se viu em mais nenhum país da União Europeia" e que "na sua esmagadora maioria cumpriram de forma exemplar" as restrições. E, quando incumpriam e eram chamados à antenção, imediatamente crupriam e pediam desculpas, acrescentou.

Magina da Silva disse que o número de detenções "não é enorme" e que elas só ocorreram "porque foram situações limite" de cidadãos que "reiteradamente de forma ostensiva recusaram-se a cumprir as restrições impostos pelo estado de emergência".

PUB

Polícias "nunca confinaram"

Os polícias estiveram na rua desde o início e cumpriram a sua missão, frisou o diretor-nacional. Magina da Silva lembrou que os polícias "nunca confinaram" e estiveram ainda mais presentes nas ruas, muitas vezes vezes estando em risco a sua integridade física. E foram impedidos de gozar férias e viram as suas folgas alteradas por causa do estado de emergência.

O diretor-nacional destacou o reforço operacional feito por polícias afetos a estruturas de apoio e ainda de 42 agentes que já estavam na pré-aposentação e regressaram ao serviço.

Ministro elogiou "papel fundamental da PSP"

O ministro da Administração Interna também esteve presente na cerimónia e destacou o papel fundamental da PSP e a ação desta força de segurança durante o estado de emergência.

"A PSP nunca esteve em teletrabalho, nunca esteve em confinamento. As forças de segurança estiveram ainda mais ativamente na rua, próximos dos cidadãos a garantir o respeito pelas regras da saúde pública, mas a fazê-lo com estrito respeito pelos direitos fundamentais", disse Eduardo Cabrita, apontando também "o número irrisório de detenções".

Num discurso de cerca de 30 minutos, Eduardo Cabrita falou também dos seis anos como ministro do atual governo socialista, quatro dos quais como ministro da Administração Interna, e da sua experiência como coordenador do estado de emergência.

"Já integrei vários governos e nunca tive uma experiência governativa caracterizada por tantas horas de reunião em cima da incerteza, em cima da necessidade de tomar decisões tão difícil de gerir", disse.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG