Algarve

Rapaz de Tavira agredido pelo pai já teve alta

Rapaz de Tavira agredido pelo pai já teve alta

O rapaz de 13 anos que terá sido agredido pelo pai, em Tavira, teve alta hospitalar esta quarta-feira. Foi entregue aos cuidados de uma tia enquanto aguarda a decisão do Tribunal de Família e Menores de Faro.

O menino estava internado no Centro Hospitalar Universitário do Algarve, em Faro, desde sábado, depois de ter contado a familiares que tinha sido agredido com socos e pontapés pelo pai por não ter feito os trabalhos de casa.

Em declarações ao JN, a tia, Ana Sofia Guerreiro, garantiu que vai lutar para ficar com o sobrinho. "Já contactei uma advogada para avançar com um pedido ao tribunal", revelou. Assegura que o menino lhe confessou que pai já lhe bateu noutras ocasiões, mas nunca teve coragem de contar.

"Acredito no meu sobrinho. Tem mantido a mesma versão desde o início e tinha marcas no corpo. A ser verdade, o que o meu irmão lhe fez não tem perdão. Felizmente tem quem lhe dê amor e carinho, que é o que precisa neste momento", acrescentou.

Segundo o rapaz, a última agressão ocorreu na quarta-feira, dia 13, na casa onde vive com os pais, o irmão mais novo e o avô materno, de 79 anos. No sábado, os pais saíram de casa para ir a uma festa e deixaram os menores entregues ao avô.

Aproveitando esta ausência, o menino ganhou coragem para contar tudo à tia paterna. "Disse-me que o pai o fechou no quarto e que lhe deu socos e biqueiradas nas costas, pernas e nos genitais por não ter feito as fichas da escola", revelou, ao JN, Ana Sofia Guerreiro.

Garante que o menino mais novo e o idoso confirmaram que o sobrinho foi fechado no quarto, que ouviram os gritos, viram as marcas no corpo e que a mãe nada fez. O idoso também lhe disse ter sofrido agressões, mas recusou tratamento hospitalar.

Perante estes relatos, foram acionados os meios de socorro e a GNR e o jovem foi transportado, nesse mesmo dia, para o hospital, com fortes dores abdominais e hematomas numa perna. Foi sujeito a vários exames e perícias médico-legais e o relatório será remetido para o tribunal.

Entretanto, na casa da família, em Amaro Gonçalves, na Luz de Tavira, já esteve novamente a GNR, técnicas da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e da Segurança Social. O JN sabe que o irmão e o avô da vítima alteraram a versão que relataram no sábado, afirmando que nada viram.

O idoso também desmentiu ter sido agredido. Permanecem, por isso, na habitação, enquanto decorre a investigação. O JN tem tentado, sem sucesso, contactar os pais do menino.

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