Corpos nunca encontrados

Recluso cometeu duplo assassinato durante saída precária

Recluso cometeu duplo assassinato durante saída precária

Um traficante de droga aproveitou uma saída precária para assassinar um rival. Dois dias depois matou o amigo que sabia do crime. Os corpos nunca foram encontrados.

Um homem de 38 anos, residente em Gondomar, desapareceu a 1 de julho de 2018. Dois dias depois, desaparecia um seu conhecido, de 42 anos, também residente em Gondomar. Ambos possuíam histórico criminal e condenações por crimes contra a vida e tráfico de droga.

Dois anos depois, após "múltiplas e persistentes diligências", a Polícia Judiciária (PJ) concluiu que ambos foram assassinados pela mesma pessoa: um rival que na altura dos crimes cumpria pena no Estabelecimento Prisional de Coimbra. O crime estará relacionado com o tráfico de estupefacientes em meio prisional.

Segundo a PJ, o assassino aproveitou uma saída precária de cinco dias para cometer os homicídios dos dois indivíduos, que teria conhecido na cadeia. O homem ainda ocultou os cadáveres de ambos que, até hoje, não foram localizados.

O resultado da investigação de "muito elevada complexidade" foi agora remetido ao DIAP do Porto. O processo de inquérito explica que a segunda vítima terá sido morta por conhecer as circunstâncias do desaparecimento e morte da primeira.

Através de comunicado, a PJ acrescenta que "já na pendência do presente inquérito, o mesmo arguido foi mais uma vez condenado, agora a 11 anos de prisão, pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes, consumado no meio prisional, factos com ligações aos dois homicídios agora desvendados por esta investigação".

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