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Rede de tráfico de meixão fez milhões com o negócio

Rede de tráfico de meixão fez milhões com o negócio

Grupo de Setúbal chefiado por chineses julgado por associação criminosa. Usava "correios" do Mali e Malásia para levar enguias vivas por avião.

Uma rede criada na região de Setúbal por três cidadãos chineses e composta por comerciantes, "correios" e pescadores, todos dedicados ao tráfico internacional de meixão, a enguia juvenil extremamente valiosa cuja captura é proibida, vai ser julgada por crime de associação criminosa, o que é inédito. O grupo responde ainda por contrabando qualificado e dano contra a natureza. Na investigação foram identificadas transações de meixão no valor de mais de dois milhões de euros.

Os três cabecilhas da rede de 16 arguidos, três chineses a residir em Setúbal e Lisboa, estão em prisão preventiva desde janeiro. Na fase de instrução, que findou recentemente, dois deles tentaram fazer cair o crime de associação criminosa, dizendo que não estavam em Portugal e que só acompanhavam o seu patrão.

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