Lisboa

Refugiado que matou colega fica em prisão preventiva

Refugiado que matou colega fica em prisão preventiva

Vítima e homicida viajaram da Gâmbia para Portugal. Efetuaram pedido de asilo espontâneo e não beneficiaram do auxílio da Plataforma de Apoio a Refugiados.

O refugiado, de 45 anos, que foi detido, na última quarta-feira, por esfaquear até à morte outro cidadão estrangeiro que vivia na mesma casa de acolhimento, em Lisboa, foi colocado em prisão preventiva. A medida de coação foi conhecida, na tarde desta quinta-feira, após o término do primeiro interrogatório judicial.

Entretanto, o JN apurou que o homicida e a vítima são naturais da Gâmbia, país de onde partiram para requerer asilo em Portugal. Contrariamente ao que foi avançado na quarta-feira, os indivíduos não beneficiaram do auxílio da Plataforma de Apoio a Refugiados, nem viajaram para território nacional no âmbito de acordos internacionais formalizados pelo Governo português. Os dois homens deslocaram-se com os seus meios até à fronteira e realizaram um pedido espontâneo de asilo.

Na sequência deste pedido de asilo, os cidadãos da Gâmbia foram instalados na casa, situada junto à Avenida Almirante Reis, onde ocorreu a discussão que terminou com o esfaqueamento fatal. Ao JN, fonte da Plataforma de Apoio a Refugiados esclarece que não dispõe de nenhum centro de acolhimento em Lisboa. E acrescenta que também não recebe cidadãos estrangeiros de forma isolada. "Só apoiamos famílias e as suas crianças, que são acolhidas por instituições", refere fonte da instituição.

Pediu ajuda no restaurante onde morreu

Os dois refugiados envolveram-se numa discussão, motivada pelas críticas feitas pela vítima ao agressor. O primeiro acusava o colega de casa de "se portar mal", não ter um comportamento recomendável e de ser uma má influência para os restantes refugiados a viver naquela residência. Defendia, por isso, que aquele devia abandonar a habitação. O acusado não gostou do que ouviu e reagiu com violência. Pegou numa faca e atacou o opositor, esfaqueando-o nas costas.

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Gravemente ferida, a vítima saiu da habitação, dirigiu-se ao mercado de Arroios e entrou no restaurante "Delícias da Praça" a pedir ajuda. Acabou por falecer dentro do estabelecimento, apesar de ter sido assistido por populares e pelo INEM, que terá chegado 20 minutos depois, como relataram algumas testemunhas. Ao JN, o proprietário do restaurante "Delícias da Praça" referiu que estava a trabalhar quando foi surpreendido pela entrada do jovem a esvair-se em sangue. "Estava a fazer sumos quando o indivíduo entrou a pedir ajuda, já esfaqueado. Acabou por morrer no local", contou o empresário.

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