Indemnização

Relação absolve Lusófona e antigo dux de seis afogamentos no Meco

Relação absolve Lusófona e antigo dux de seis afogamentos no Meco

O Tribunal da Relação de Évora decidiu, esta sexta-feira, manter a decisão do Tribunal de Setúbal que absolveu a Universidade Lusófona e o antigo dux João Gouveia do pedido de indemnização de 1,3 milhões de euros formulado pelos pais dos seis antigos alunos da instituição de ensino que morreram afogados na praia do Meco, no concelho de Sesimbra, em 2013.

A decisão sobre o recurso foi confirmada, ao JN, pela advogada de João Gouveia, o único sobrevivente da tragédia em que morreram Catarina, Carina, Joana, Andreia, Pedro e Tiago.

A decisão do Tribunal de Setúbal foi proferida em outubro último. A juíza que fez o julgamento do processo cível em primeira instância considerou que João Gouveia "não colocou os seus colegas em perigo". "Todos decidiram ir à praia e entrar no areal, estando sentados a conversar quando foram colhidos por uma onda, sendo certo que estavam sentados na areia seca sem a perceção de que estariam em posição de serem alcançados pelas ondas", sustentou o tribunal.

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O antigo dux, o título de quem lidera a praxe numa academia, clamou inocência pela morte dos seis jovens estudantes da Lusófona. Em tribunal, contou que a ideia de ir para a praia não foi dele, mas de Catarina e Tiago, e que nessa noite tinham ingerido bebidas alcoólicas, por iniciativa de cada um e não sob o seu comando.

"Sobrevivi, graças aos ensinamentos da experiência de bodyboard", contou também João Gouveia. Explicou que, quando ele e os colegas estavam na praia, sentados de forma espontânea e não por sua ordem. "Levámos com uma onda lateral e fui empurrado para a zona de rebentação. Lembro-me de não ter pé e levar com todas as outras ondas em jeito de máquina de lavar", disse, numa expressão do léxico do bodyboard. "Quando fui engolido pela onda mantive a calma, evitei nadar contra a corrente e mantive a calma até sentir os pés na areia".

João Gouveia também declarou à juíza que ainda tentou salvar uma das vítimas, Carina, puxando-a por uma mão, mas sem sucesso.

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