Sentença

Rosa Grilo condenada a pena máxima por matar o marido

Rosa Grilo condenada a pena máxima por matar o marido

Rosa Grilo, acusada da coautoria do homicídio de Luís Grilo, foi condenada a 25 anos de prisão, depois de o Tribunal de Loures ter dado como provado que matou o marido. O amante, António Joaquim, acusado do mesmo crime, foi absolvido.

Rosa Grilo, em prisão preventiva desde setembro de 2018, foi condenada a 24 anos de prisão por homicídio, 1 ano e 10 meses por profanação de cadáver e 18 meses por posse de arma proibida. Terá ainda de pagar uma indemnização no valor de 42 mil euros ao filho, por danos não patrimoniais e fica inapta a receber a herança do marido. Na leitura da sentença, a juíza destacou uma "frieza de ânimo" demonstrada pela arguida e considerou "inverosímil" a versão apresentada sobre assaltantes angolanos.

António Joaquim, em liberdade desde dezembro, foi condenado a dois anos de prisão por posse de arma proibida, com pena suspensa, tendo sido absolvido de todas as outras acusações. A coleção de armas do arguido fica agora sob a tutela do Estado. Sobre a eventual participação no homicídio de Luís Grilo, "fica instalada a dúvida", disse a juíza. O Ministério Público vai recorrer da absolvição da acusação do crime de homicídio.

Ambos os arguidos estavam acusados do homicídio de Luís Grilo, em julho de 2018, na sua casa nas Cachoeiras, em Vila Franca de Xira. Na acusação, o Ministério Público atribuía a autoria do disparo a António Joaquim, na presença da amante, no momento em que a vítima dormia. O crime terá sido cometido para ambos poderem assumir a relação amorosa e beneficiarem dos bens de Luís - 500 mil euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias, além da habitação.

Nas alegações finais, em novembro passado, o procurador do Ministério Público Raul Farias tinha pedido a condenação dos arguidos a penas de prisão superiores a 20 anos, enquanto as defesas pediram a absolvição, apontando falhas à investigação da Polícia Judiciária.

A leitura do acórdão tinha sido adiada a 10 de janeiro, data em que o tribunal de júri (além de três juízes, foram escolhidos quatro cidadãos - jurados) procedeu à "alteração não substancial" de factos constantes da acusação do Ministério Público, e os advogados dos arguidos pediram 15 dias para se pronunciarem.

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