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Rosa Grilo conhece sentença a 3 de março

Rosa Grilo conhece sentença a 3 de março

A leitura da sentença de Rosa Grilo, pela morte do marido, o triatleta Luís Grilo, foi marcada para o próximo dia 3 de março. A mulher veio esta terça-feira com uma nova versão sobre a morte do marido: terá sido vítima de um golpe de "mata-leão".

O Tribunal de Loures, que tinha aceite ouvir duas testemunhas arroladas pela defesa de Rosa Grilo, depois de ter sido comunicado uma alteração não substancial dos factos, deu-se então cerca de 15 dias para tomar uma decisão.

Na sessão desta terça-feira, Rosa Grilo, que, num primeiro tempo negando qualquer envolvimento na morte do marido, tendo até participado nas buscas para o encontrar, para depois alegar que Luís Grilo tinha sido morto a tiro por angolanos, envolvidos em tráfico de diamante, veio agora assegurar que o triatleta foi morto com um golpe de "mata-leão". A nova tese foi, de acordo com Tânia Reis, advogada de Rosa Grilo, sugerida por João de Sousa, o ex-inspetor da PJ, condenado a cinco anos de prisão por corrupção, e que prestado serviços de consultaria à defesa de Rosa Grilo. Já tinha sido o mesmo "consultor" a encontrar uma "misteriosa" bala numa banheira da casa, onde Luís Grilo foi assassinado. O tribunal não valorizou o "achado" que surgiu ano e meio depois da morte, nem quis ouvir João de Sousa.

Recorde-se que o tribunal decidiu atribuir a Rosa Grilo o tiro fatal que viria a matar o triatleta e por isso deu um prazo de 15 dias à defesa para responder, aceitando a audição de duas testemunhas. Na primeira versão da acusação, o tiro era atribuído ao amante António Joaquim, que também está a ser julgado pelo homicídio, mas que foi libertado pelo tribunal.

Nas alegações finais, realizadas em 26 de novembro de 2019, o procurador do MP Raul Farias pediu a condenação dos arguidos a penas de prisão superiores a 20 anos, enquanto as defesas apontaram falhas à investigação da Polícia Judiciária e pediram a absolvição.

Na acusação, o MP atribui a António Joaquim, entretanto posto em liberdade, a autoria do disparo sobre Luís Grilo, na presença de Rosa Grilo, que se mantém em prisão preventiva, no momento em que o triatleta dormia no quarto de hóspedes na casa do casal, na localidade de Cachoeiras, Vila Franca de Xira (distrito de Lisboa).

O crime, que ocorreu em 15 de julho de 2018, terá sido cometido para poderem assumir a relação amorosa e beneficiarem dos bens da vítima - 500 mil euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias tituladas por Luís Grilo, além da habitação.

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