Julgamento

Rosa Grilo queria novos exames ao cadáver do triatleta

Rosa Grilo queria novos exames ao cadáver do triatleta

Tribunal também recusou ouvir ex-inspetor condenado sobre tese de que Luís terá sido vítima de golpe "mata-leão".

O Tribunal de Loures negou todas as pretensões da defesa de Rosa Grilo, que queria ver validada como prova uma misteriosa bala encontrada na semana passada, na casa onde Luís Grilo foi morto, por um ex-inspetor da PJ condenado por corrupção contratado como "consultor". Negou ainda a audição do "consultor" que pretendia lançar dúvidas sobre a causa da morte do triatleta: afinal, Luís Grilo não teria sido vítima de um tiro fatal mas sim de um golpe de "mata-leão". Rosa Grilo também queria que o corpo do marido fosse exumado para verificar a tese do ex-inspetor. A leitura de acórdão foi marcada para o próximo dia 3.

Mas o tribunal não cedeu a qualquer das pretensões da defesa de Rosa Grilo, considerando desnecessárias as diligências. Tânia Reis, advogada da viúva, queria apensar ao processo a alegada descoberta de uma bala na banheira da casa da Cachoeira, em Vila Franca de Xira, onde Luís Grilo foi morto.

Por ter passado um ano e cinco meses sobre a detenção de Rosa Grilo e a habitação ter sido sujeita a três minuciosas inspeções forenses da Polícia Judiciária (PJ), além de a habitação ter sido contaminada com a visita de dezenas de pessoas, o tribunal indeferiu o requerimento.

Terceira versão do caso

Tânia Reis pediu ainda que fosse ouvido João de Sousa para criticar a autópsia. Na nova tese da defesa, Luís Grilo poderá ter sido morto por asfixia, através de um golpe de "mata-leão". Na sequência desta lógica, foi pedida a exumação do cadáver.

Rosa vai assim na terceira versão sobre o homicídio. Primeiro assegurou desconhecer o crime, participando até nas buscas organizadas para encontrar o marido. Depois, alegou que Luís Grilo tinha sido morto a tiro por angolanos, envolvidos em tráfico de diamantes.

A sessão de terça-feira terminou com novas alegações finais. Os advogados Tânia Reis e Ricardo Serrano Vieira (defensor do amante de Rosa, António Joaquim) pediram absolvições.

O Ministério Público voltou a pedir a condenação dos dois arguidos, deixando no ar a ideia da possível absolvição de António Joaquim, que saiu de prisão preventiva há algumas semanas.

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