Operação Marquês

Salgado e Vara começam a ser julgados a 7 e 9 de junho

Salgado e Vara começam a ser julgados a 7 e 9 de junho

O início dos julgamentos de Ricardo Salgado e Armando Vara por crimes investigados no âmbito da Operação Marquês já tem data marcada: 7 e 9 de junho respetivamente.

Segundo a plataforma Citius, o início do julgamento do ex-presidente do BES será a 7 de junho no Tribunal Central Criminal de Lisboa. Também há sessões marcadas para os dias 8, 14 e 15 de junho.

Já o ex-ministro e administrado da Caixa Geral de Depósitos tem o início de julgamento marcado para o dia 9 de junho, com outra sessão já marcada para 14 de junho, também no Tribunal Central Criminal de Lisboa.

O ex-presidente do BES Ricardo Salgado, pronunciado na instrução da Operação Marquês por três crimes de abuso de confiança, será julgado por um coletivo presidido pelo juiz Francisco Henriques. Já o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e antigo ministro socialista Armando Vara, pronunciado por um crime de branqueamento de capitais, será julgado por coletivo presidido pelo juiz Rui Coelho.

Os juízes Rui Coelho e Francisco Henriques pertencem ao mesmo coletivo de juízes que julgou o caso relativo à morte do passageiro ucraniano Ihor Homeniuk, nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa, em que três inspetores estão acusados de homicídio qualificado.

No passado dia 9 de abril, na decisão instrutória do processo Operação Marquês, o juiz de instrução criminal Ivo Rosa determinou que Ricardo Salgado vai a julgamento por três crimes de abuso de confiança, mas, por outro lado, decidiu não pronunciá-lo (levar a julgamento) dos restantes crimes que lhe eram imputados: corrupção ativa de titular de cargo político (um), corrupção ativa (dois), branqueamento de capitais (nove), falsificação de documento (três) e fraude fiscal qualificada (três).

Por seu lado, Ivo Rosa enviou para julgamento Armando Vara por um crime de branqueamento de capitais, mas deixou cair as acusações que sobre o arguido pendiam de um crime de corrupção passiva de titular de cargo político, um de branqueamento de capitais e dois de fraude fiscal qualificada.

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Armando Vara encontra-se atualmente a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Évora após ter sido condenado, em setembro de 2014, pelo Tribunal de Aveiro, a cinco anos de prisão efetiva, por três crimes de tráfico de influências.

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