Lisboa

Santos Silva chegou em silêncio ao tribunal

Santos Silva chegou em silêncio ao tribunal

Carlos Santos Silva, o empresário ligado ao grupo Lena suspeito de ser o alegado testa de ferro do ex-primeiro-ministro José Sócrates, chegou esta quarta-feira à tarde em silêncio ao Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, para começar a ser interrogado na fase da instrução da Operação Marquês.

A sua advogada, Paula Lourenço, também não quis prestar declarações aos jornalistas.

Santos Silva está acusado, no total, de 33 crimes de corrupção, branqueamento de capitais, falsificação de documento e fraude fiscal, 29 dos quais em coautoria com o antigo governante socialista, seu amigo.

Para o Ministério Público, seria nas contas do empresário que Sócrates guardaria a sua fortuna, alegadamente obtida de forma ilícita, escondendo assim ser o seu real proprietário. Uma parte do dinheiro terá sido disponibilizado ao ex-primeiro-ministro, e pessoas próximas, em numerário.

Segundo a acusação, Santos Silva terá ainda funcionado como intermediário no alegado favorecimento do grupo Lena durante o governo de Sócrates (2005-2011).

Os factos são negados pelos dois arguidos. No total, foram três os dias reservados por Ivo Rosa para interrogar o empresário nesta fase, destinada a apurar se existem indícios suficientes para o processo seguir para julgamento.

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