Reivindicação

Seguranças privados com salário superior aos polícias geram críticas de sindicato

Seguranças privados com salário superior aos polícias geram críticas de sindicato

SINAPOL enviou ao Governo e à Direção Nacional PSP anúncio de emprego com salário de 1093 euros para vigilante de transporte de valores. Exigida remuneração base de 1200 euros para polícias em início de carreira

Um anúncio de emprego de uma empresa de segurança a oferecer um ordenado de 1093 euros ilíquidos para o cargo de vigilante de transporte de valores levou o Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL) a confrontar o Ministério da Administração Interna e a Direção Nacional da PSP com os salários pagos aos polícias. Para este sindicato, a oferta de emprego agora conhecida é a prova dos baixos salários praticados na PSP e que há muito vêm sendo denunciados. E demonstra a falta de dignidade de uma profissão cada vez menos atrativa para os jovens.

O anúncio está publicado num site de empregos e promete um salário de 1093 euros ilíquidos, mais o pagamento do subsídio de alimentação em cartão para um trabalho a tempo inteiro, na zona do Algarve, como vigilante de transporte de valores. É exigida certificação profissional adequada, disponibilidade para trabalhar por turnos rotativos, fins de semana e feriados e ainda conhecimentos de inglês.

A oferta de emprego foi enviada pelo SINAPOL ao Ministério da Administração Interna e à Direção Nacional da PSP, juntamente com um texto no qual o sindicato lembra que um agente em início de carreira aufere 792 euros ilíquidos. "Sabemos também que a estes valores base acrescem os suplementos previstos no sector privado, que são seguramente superiores aos praticados pelas tabelas em vigor na PSP, como subsídio de turno e a possibilidade de trabalho em horas extraordinárias", destaca o SINAPOL no email a que o JN teve acesso.

O sindicato pergunta, deste modo, ao Governo e à Direção Nacional da PSP "se não consideram que algo está mal?" "Questionamos se será por razões como esta que simplesmente deixaram de existir cidadãos portugueses candidatos a ingressar nas forças de segurança portuguesas", lê-se na missiva que termina com o SINAPOL a pedir "coragem para dignificar uma profissão que há muito se encontra esquecida".

Ao JN, Armando Ferreira, presidente do SINAPOL elogia "uma entidade patronal que reconhece o direito a um salário condigno" e defende que isso é "algo que o Estado português não reconhece aos seus polícias". Reivindica, por isso, "uma remuneração base de, pelo menos, 1200 euros para os polícias em início de carreira".

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