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Seis anos de cadeia para suspeito de incêndio em canil

Seis anos de cadeia para suspeito de incêndio em canil

Um eletricista de 30 anos foi condenado esta manhã de quinta-feira a seis anos de prisão pela autoria de quatro crimes de incêndio. Um dos fogos de que era acusado resultou na morte de 73 animais que estavam num canil de Santo Tirso, mas foi ilibado desse.

O suspeito, residente em Valongo, estava acusado de ter ateado 62 incêndios nos concelhos de Valongo e Paredes. Acabou condenado por quatro crimes. O coletivo de juízes decidiu-se por uma pena de seis anos de prisão, em cúmulo jurídico.

O Tribunal de Valongo apenas considerou provada a sua ligação a quatro fogos, pelo que acabou absolvido dos restantes.

Um dos incêndios pelos quais acabaria absolvido ocorreu em julho de 2020 e resultou na morte de dezenas de animais que estavam num canil em Santo Tirso. Nesse dia, houve sete incêndios naquela zona e o Ministério Público considerou que o fogo que matou os animais foi consequência de um incêndio ateado pelo suspeito. Porém, o tribunal considerou não haver prova direta, pelo que, em caso de dúvida, decidiu absolver o acusado desse incêndio em concreto.

O homem acabaria detido no ano passado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva. Já tinha antecedentes pelos crimes de incêndio florestal.

Trabalhava como eletricista, mas isso não impedia "a constante circulação, de dia e de noite, nas zonas florestais, efetuando múltiplas manobras evasivas e condução errática, presumivelmente para despistar as autoridades", descreveu a PJ em comunicado aquando da sua detenção.

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