Beja

Seis anos de prisão para "correio" apanhado com 25 quilos de canábis

Seis anos de prisão para "correio" apanhado com 25 quilos de canábis

Um "correio de droga", de 40 anos, residente em São João do Tojal, concelho de Loures, foi condenado por um Coletivo de Juízes do Tribunal de Beja a seis anos de prisão, depois de, no passado dia 10 de fevereiro, ter sido apanhado pela GNR com 25,7 quilogramas de canábis.

Ricardo Martins estava acusado de um crime de tráfico de estupefacientes agravado. Durante o julgamento, "ficou provado que a droga não era sua, mas foi o responsável pela sua introdução em território nacional", concluiu o juiz-presidente, Vítor Maneta, justificando a condenação. Para tentar passar despercebido, o arguido utilizou a viatura de uma empresa do setor das telecomunicações para a qual prestava serviços.

Enquanto ouvia o magistrado ler o acórdão e ao perceber de que ficaria preso, o arguido chorou por diversas vezes. Já à saída da sala de audiência, olhou para as suas algemas e, em sequência, para dois homens e uma mulher que estavam no espaço reservado ao público. Ao longo do julgamento o arguido não revelou quem eram os verdadeiros proprietários dos 25 quilos de canábis.

Em fevereiro, o arguido fez 260 quilómetros até à aldeia Pomarão, concelho de Mértola, que faz fronteira com Espanha. Junto a uma barreira então colocada junto à Ponte Internacional do Baixo Guadiana, que estava encerrada à circulação por causa da pandemia de covid-19, o homem recebeu dois sacos de um outro indivíduo vindo do lado de Espanha.

Os militares do Núcleo de Investigação de Almodôvar da GNR, com o apoio dos colegas do Posto Territorial de Mértola, tinham um posto de vigilância montado num miradouro da aldeia. Ainda no Pomarão, o indivíduo foi abordado pelos militares e, dentro da bagageira da viatura que conduzia, tinha dois sacos desportivos e, no seu interior, cinco sacos transparentes, embalados em vácuo, com a canábis.

Segundo a avaliação feita pelos investigadores, caso a droga chegasse a ser vendida nas ruas, a uma média de 10 euros o pacote, valeria mais de 500 mil euros. Além da droga e de três telemóveis, foi ainda apreendida a viatura onde o indivíduo transportava o estupefaciente.

A 11 de fevereiro de 2021, Ricardo Martins ficou em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja, medida que três meses depois foi substituída por obrigação de permanência na habitação sujeita a vigilância por meios eletrónicos. O arguido recorreu da medida de coação para o Tribunal da Relação de Évora, tendo os juízes defendido que a prisão preventiva era a medida adequada pelo que Ricardo Martins voltou à cadeia de Beja, onde se encontra preso.

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