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Suspeita de coronavírus liberta presos preventivos

Suspeita de coronavírus liberta presos preventivos

A instrução de um processo de burlas atrasou porque o arguido apresentava sinais de doença pulmonar e teve de ser colocado em quarentena. Os prazos esgotaram-se.

Três indivíduos, arguidos num megaprocesso de burlas e que estavam em prisão preventiva, um deles em casa, vão ser amanhã libertados por se exceder o prazo máximo da medida de coação. Um dos arguidos apresentou sintomas de doença pulmonar durante uma das sessões da instrução no Tribunal de Santarém e as regras de contingência por causa do coronavírus obrigaram a que fosse posto em quarentena.

O processo prende-se com um grupo de cadastrados por crimes que vão desde burlas a tráfico de drogas e aos roubos armados e que está acusado pelo Ministério Público de se ter juntado para montar um esquema que lhes deu milhões a ganhar. Criavam empresas que compravam todo o tipo de produtos sem os pagar, vendendo-os a preços de saldo a empresas de distribuição e recebendo o dinheiro. Em novembro de 2018, 17 pessoas foram detidos pela Polícia Judiciária de Leiria. Na altura, os prejuízos ao Estado e a empresas ultrapassavam os dez milhões de euros.

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