Morte nos festejos

Suspeito de homicídio na festa do título ouvido em tribunal

Suspeito de homicídio na festa do título ouvido em tribunal

Renato Gonçalves, o jovem de 19 anos, que matou à facada Igor Silva durante os festejos do campeonato do F.C. do Porto, chegou no início da tarde desta terça-feira ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para ser interrogado.

O jovem foi detido por inspetores da Polícia Judiciária do Porto na madrugada desta terça-feira. De acordo com informações recolhidas pelo JN, os inspetores da PJ já tinham localizado Renato numa habitação situada no centro do Porto.

Estava na casa de um tio. Durante a noite e após contactos com a PJ, o arguido aceitou sair da habitação para ser detido pelos inspetores, que o conduziram para as celas do estabelecimento prisional anexo à diretoria do Norte. Ainda segundo apurámos, não prestou declarações aos inspetores, mas deve agora esclarecer as circunstâncias do crime ao juiz de instrução criminal.

À saída do edifício da Polícia Judiciária do Porto, esta manhã, a advogada do jovem garantiu que este "está disposto a colaborar e esclarecer a verdade". De acordo com a causídica, está "preocupado" e "assustado" com toda a situação.

A arma do do crime ainda não foi apreendida e ainda não foi estabelecido pela investigação de que forma a obteve.

Na origem do crime estão violentos desentendimentos entre Renato e Igor, que começaram numa discoteca da zona da Lapa, no Porto, em janeiro. Já na semana passada, no recinto do Queimódromo os dois homens voltaram a cruzar-se e gerou-se uma nova discussão. Igor terá agredido Renato e maltratado a namorada deste.

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Na sequência deste segundo episódio, familiares de Renato deslocaram-se ao bairro de Ramalde, onde houve uma nova contenda. Os familiares de Renato, filho do conhecido adepto do F.C. Porto, Marco Gonçalves "Orelhas" acabaram agredidos.

Já no dia do clássico entre Benfica e Porto, no Estádio da Luz, houve uma nova agressão entre Igor e o pai de Renato. O problema foi sanado por amigos mútuos presentes. Mas, quando a festa já decorria nas imediações do Estádio do Dragão os dois grupos voltaram a cruzar-se, gerando outra contenda.

"Na ocasião, um grupo de indivíduos, de entre os quais o arguido, perseguiu a vítima, alcançando e agredindo a mesma com murros e pontapés. Dada a intervenção de alguns populares, que foram igualmente agredidos, a vítima logrou afastar-se do local, vindo a ser surpreendida pelo arguido, o qual, munido de uma arma branca de dimensões significativas, a atingiu repetidamente e com extrema violência, provocando-lhe a morte", precisou a PJ.

Desde aquela noite que Renato e o pai não regressaram a casa, sem porém, saírem da zona do Porto. Renato que já tinha sido localizado pela PJ, acabou por se entregar, perto da casa de um tio, onde estaria refugiado.

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