Crime

Suspeito de matar casal em Valpaços detido pela PJ

Suspeito de matar casal em Valpaços detido pela PJ

José Elias, o homem, de 66 anos, suspeito de ter morto a tiro os cunhados, em Avarenta, concelho de Valpaços, foi detido no início da noite desta terça-feira pela PJ de Vila Real.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, a PJ esteve a recolher esta tarde novos indícios que permitiram consolidar as suspeitas já existentes contra o indivíduo. No final desta terça-feira, foi conduzido para as instalações da PJ de Vila Real e foi formalmente detido.

As vítimas, Laurindo Cunha, de 52 anos, e Ana Paula Teixeira, de 49 anos, foram encontrados baleados, cerca das 13 horas de sábado, e as primeiras suspeitas recaíram sobre José Elias, cunhado das vítimas, com base em relatos de moradores daquela aldeia de que existiam desavenças antigas e ameaças de morte.

De recordar que, no sábado, a PJ acabou por não deter José Elias, que foi apenas constituído arguido. Na altura, a decisão policial surgiu pela falta de provas materiais do crime, tendo em conta que o suspeito não tinha qualquer vestígio de pólvora e que as duas armas apreendidas (uma caçadeira e uma carabina) não terão sido as armas utilizadas no duplo homicídio.

No domingo, a GNR realizou buscas nas imediações do local onde os corpos foram encontrados e fonte ligada à operação confirmou ao JN que foi encontrada uma arma de fogo que pode ter sido a que foi utilizada para cometer o crime.

No sábado, a demorada ausência do casal deixou a família inquieta. "Por volta das dez horas, foram arrancar erva para a propriedade e como estavam a demorar a chegar, a família começou a estranhar porque o Laurindo nunca era de chegar tarde para a refeição. Uma das irmãs veio ao largo do povo muito preocupada com o atraso e fomos algumas pessoas com ela ao lameiro, quando encontramos aquele cenário. Cada um tombado para seu lado, já mortos", contou Manuel Silvino, um habitante de Avarenta.

Houve relatos de uma desavença que aconteceu há cerca de quatro anos. "Na altura, o Laurindo e o Elias foram a uma caçada ao javali e um deles terá morto um mas quem o levou para casa foi o outro. Desde então andavam de candeias às avessas e tudo piorou quando há cerca de dois anos o Elias terá agredido um rapaz e o caso foi para tribunal com o Laurindo a ser testemunha de defesa do rapaz. Desde então, já tinha havido várias ameaças", conta um morador de Avarenta, que pediu o anonimato.

"Ele já tinha ameaçado de morte o meu irmão", confirma Florinda Cunha, uma das irmãs de Laurindo, uma das vítimas. Até chegou a dizer que havia de matar mais", acrescenta.

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