Grande Lisboa

Suspeito de matar irmã paraplégica detido por acaso a arrumar carros

Suspeito de matar irmã paraplégica detido por acaso a arrumar carros

Um homem de 49 anos procurado pelas autoridades por ser suspeito de, em 2018, ter matado a irmã paraplégica à pancada foi apanhado por acaso pela PSP, na quarta-feira, por não ter licença para arrumar carros em Alcântara, na cidade de Lisboa.

Por decisão do tribunal, o presumível homicida vai aguardar na prisão o desenrolar no processo, ainda em fase de investigação. Está indiciado por homicídio qualificado.

O caso remonta a 27 de fevereiro de 2018, quando o suspeito, então com 47 anos, se deslocou a casa da irmã, de 43 anos, nas Mercês, no concelho de Sintra, adiantou esta sexta-feira, ao JN, fonte do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP. Já no seu interior, terá agredido a vítima na cabeça.

A Polícia foi, na ocasião, chamada à habitação. Só que, quando ali chegou, já o homem se pusera em fuga.

A irmã - que, anteriormente, sofrera já um AVC - ainda começou a explicar aos agentes o que acontecera, mas durante a conversa, acabou por ter várias convulsões. Foi então transferida para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Segundo a mesma fonte, só a 1 de março do mesmo ano é que, após contactar aquela unidade de saúde, a PSP soube que a vítima morrera. O inquérito por ofensa à integridade física passou então a ser por homicídio e a investigação foi assumida pela Polícia Judiciária.

Já depois do alegado homicida ter sido libertado, com termo de identidade e residência, foram emitidos vários mandados de detenção para que fosse alvo de uma avaliação psicológica. Por essa altura, contudo, já as autoridades lhe tinham perdido o rasto.

No final de 2019, foi finalmente emitido um outro mandado de detenção para ser apresentado a tribunal, para a eventual aplicação de medidas de coação mais gravosas. Foi esse mandado que, na quarta-feira, foi executado, de forma totalmente inesperada, em Alcântara, em Lisboa.

"Durante o patrulhamento os elementos policiais avistaram um cidadão a auxiliar os condutores a parquearem as viaturas no parque de estacionamento. Perante estes factos, abordaram o homem, no intuito de saber se o mesmo seria possuidor de licença para o efeito, tendo o mesmo respondido negativamente", descreve esta sexta-feira, em comunicado, o Cometlis.

Sem ter qualquer documento de identificação consigo, o arrumador acabou por comunicar apenas verbalmente os seus dados. Foram suficientes para os agentes constatarem que pendia sobre si um mandado de detenção.

Depois de ser apresentado ao juiz de instrução, está já em prisão preventiva.

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