Évora

Suspeito de matar PSP foi guarda prisional à semana e recluso ao fim de semana

Suspeito de matar PSP foi guarda prisional à semana e recluso ao fim de semana

O homem suspeito de atropelar mortalmente um agente da PSP, em Évora, é um guarda prisional com cadastro, referenciado por violência doméstica.

José Fortuna Malengue, detido durante a madrugada de domingo, por suspeita de ter atropelado mortalmente um agente da PSP, em Évora, foi, há três anos, condenado a cerca de 50 fins de semana de prisão por conduzir embriagado.

Apesar de ter sido apontado por diversas fontes próximas do guarda prisional como tendo cumprido pena de cadeia por questões de violência doméstica, o JN verificou que a principal condenação de José Malengue era por crime de condução sob o efeito de álcool.

No âmbito desta condenação, José Malengue cumpriu a pena de prisão aos fins de semana, no Estabelecimento Prisional de Évora. Durante a semana continuou a trabalhar como guarda prisional em Sintra.

Questionada pelo JN sobre a dupla condição de recluso e guarda prisional, a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) explicou que o indivíduo foi condenado em 2017 "em pena de prisão por dias livres, a qual supõe o exercício de funções nos dias úteis, uma vez que a ​​​​​​​pena é cumprida ao fim de semana".

Segundo a DGRSP, "a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas estabelece que não é toda e qualquer condenação, por factos praticados no âmbito da vida privada, que implica a instauração de processos disciplinares aos trabalhadores ou a sua eventual suspensão".

Como guarda prisional, José Fortuna Malengue teve problemas no Estabelecimento Prisional de Setúbal por consumo de álcool, tendo sido transferido para a cadeia de Sintra, onde trabalhava atualmente.

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Na madrugada de domingo foi detido pela GNR de Alcabideche por suspeita de ter atropelado mortalmente um agente da PSP, em Évora, que o tentou impedir de agredir a mulher na via pública. Após o sucedido, José Malengue deixou aquela cidade alentejana, onde estaria a passar um fim de semana com a companheira, rumando a Sintra.

De caminho, apresentou queixa por agressões, como vítima, no posto da GNR de Montemor-o-Novo, numa altura em que as autoridades, e até o próprio, desconheceriam que António Doce tinha morrido em consequência do atropelamento.

* com Augusto Correia

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