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"Tem a marca de uma só pessoa", diz inspetor do caso Rui Pinto

"Tem a marca de uma só pessoa", diz inspetor do caso Rui Pinto

José Amador, inspetor da Polícia Judiciária (PJ), admitiu esta quinta-feira em tribunal que "não é fácil" garantir que todos os documentos encontrados nos discos apreendidos a Rui Pinto foram obtidos por uma só pessoa, mas frisou que são o resultado de um "modus operandi específico".

"Tem a marca, a chancela, de uma só pessoa. Também podemos imaginar uma lógica empresarial", afirmou a testemunha no julgamento do hacker autointitulado denunciador, assumido criador do Football Leaks.

Amador fala, de resto, de uma atuação em que "fica a ideia que a pessoa [que obtém os documentos] faz daquilo o seu trabalho", "adequada à lógica de funcionamento das instituições" espiadas.

O inspetor - envolvido em vários inquéritos relacionado com o gaiense - reconheceu, de resto, que "sempre" teve "a noção de que existiam muito mais outras coisas" do que aquelas que foram chegando às autoridades.

"A publicidade é terrível. Ninguém quer admitir [que foi atacado], [...] porque o dano reputacional é tão elevado que preferem calar. Tivemos situações em que contactámos as pessoas e, contra as evidências que tínhamos, diziam que não se passava nada", acrescentou.

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A inquirição do inspetor prossegue esta quinta-feira à tarde, com as questões da Doyen Sports e da defesa de Rui Pinto.

O gaiense, de 31 anos, está acusado, no total, de 89 crimes informáticos e um de tentativa de extorsão. Na primeira sessão do julgamento, a 4 de setembro, alegou que nunca recebeu contrapartidas financeiras e tudo o que fez foi por "um bem maior".

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