Violência

Tentou afogar o filho de dois anos e fica preso em casa

Tentou afogar o filho de dois anos e fica preso em casa

Durante uma visita parental, agrediu o filho bebé, com apenas dois anos, porque a criança partiu um objeto em casa.

Depois, o homem, de 55 anos, encheu a banheira e tentou afogar o filho. Só foi travado pelo meio-irmão da vítima, outro menor com 12 anos, que ameaçou chamar as autoridades. O indivíduo, que já era investigado por violência doméstica contra a ex-companheira e mãe do bebé, foi detido pelo Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítima Específicas (NIAVE) da GNR de Penafiel e colocado em prisão domiciliária à espera do julgamento.

De acordo com informações recolhidas pelo JN junto de fontes judiciais, o homem está indiciado por tentativa de homicídio qualificado, violência doméstica e maus-tratos. O detido, operário da construção civil, do Marco de Canaveses, começou a viver com a companheira, 20 anos mais nova, há cerca de três anos. A mulher já tinha um filho, hoje com 12 anos

Ameaças constantes

Mas a relação tóxica, marcada por constantes episódios de violência doméstica, levaram a mulher a acabar com a união, há meses. Os maus-tratos visavam também, frequentemente, o enteado e o bebé. Apesar da separação, o indivíduo continuou a ameaçar a ex-companheira, através de SMS, telefonemas e esperas. A vítima acabou por apresentar queixa e a GNR investigou o caso.

Entretanto, o Tribunal de Família e Menores procedeu à regulação dos poderes parentais e proporcionou visitas ao filho.

Foi numa destas ocasiões, há cerca de 15 dias, que o indivíduo terá tentado matar o filho bebé. Porque a criança de dois anos tinha partido um objeto em casa, o homem começou a agredi-la, agarrando-a pelas pernas e atirando-a ao chão.

Ainda no mesmo acesso de fúria, encheu a banheira com água e colocou o bebé dentro, que estava num choro convulsivo. A mãe tinha-se ausentado, mas o filho mais velho encontrava-se na habitação e conseguiu demovê-lo das suas intenções quando ameaçou chamar as autoridades. O padrasto fugiu.

Apesar de ter sofrido vários hematomas, a criança não necessitou de cuidados médicos e foi curada pela mãe, que, entretanto, alertou a GNR. A célere investigação do NIAVE da GNR de Penafiel permitiu deter o indivíduo anteontem.

Já ontem à tarde, o detido foi levado para o Tribunal de Instrução Criminal do Marco de Canaveses, onde um juiz decidiu colocá-lo em prisão domiciliária. Mas, até estarem reunidas as condições para a instalação da vigilância eletrónica com pulseira, o homem foi colocado numa cela do Estabelecimento Prisional do Porto, em Custoias, Matosinhos.

Valentina

Em maio, a pequena Valentina Fonseca, de 9 anos, foi morta às mãos do pai e da madrasta, em Atouguia da Baleia, Peniche. Faleceu depois de ter sido agredida na banheira, quando o progenitor lhe dava banho. Depois, transportaram o cadáver da menina para uma zona de mato, onde o cadáver da menor acabaria por ser encontrado. Ambos foram detidos e estão em prisão preventiva.

Água a ferver

Há 15 anos, no bairro do Aleixo, no Porto, um pai e uma avó submeteram Vanessa, de cinco anos, a reiterados maus-tratos, como tortura com pontas de cigarro a arder. Queimaram-na, com água a ferver na banheira, provocando a sua morte. O corpo da criança foi encontrado a flutuar no Douro. O pai foi condenado a 14 anos de cadeia e a avó a 18.