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Bragança

Testemunha identificou três dos sete arguidos do caso Giovani

Testemunha identificou três dos sete arguidos do caso Giovani

Três dos sete arguidos acusados de um crime de homicídio qualificado, de que terá sido vítima Luís Giovani Rodrigues, e de outro de ofensas à integridade física, na rixa de 21 de dezembro de 2019, em Bragança, foram identificados por uma testemunha de acusação.

Na sessão do julgamento que decorreu esta segunda-feira na cidade trasmontana, Valdo Andrade, aluno do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), natural de Cabo Verde, testemunha e um dos ofendidos, admitiu que foi com ele que teve início a discussão dentro do bar Lagoa Azul, onde terão ocorrido agressões, que depois continuaram num segundo momento já na rua.

"Levei porrada", afirmou, tal como os seus três amigos, todos alunos do IPB, nomeadamente Giovani, que acabou por ser hospitalizado, morrendo dez dias depois no Hospital de Santo António no Porto, e ainda Edson e Gailson, que já depuseram em sede de julgamento.

Valdo explicou que a discussão dentro do bar começou na fila para a caixa, quando pediu a uma jovem para pagar o seu cartão de consumo, mas que terá sido mal interpretado, acabando por ser empurrado por um homem e agredido com um soco por outro.

Mais tarde, quando saíram do bar, reencontraram-se com o homem que o agrediu e a sua namorada. Nessa altura, a contenda recomeçou, aparecendo mais pessoas que os agrediram aos quatro. "Quem estava batia", afirmou.

Valdo disse ainda que Giovani foi rodeado e agredido, tombando na rua, sendo retirado por um dos amigos. Quando fugiram, Giovani queixava-se de dores na cabeça e apresentava um galo na testa. Para acederem à Avenida Sá Carneiro, tomaram as escadas da Travessa dos Negrilhos, onde Giovani caiu, mas Valdo garante que ele se agarrou no corrimão e não bateu com a cabeça em lado nenhum.

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Valdo não conseguiu explicar ao coletivo de juízes, tal como os outros dois ofendidos, como foi possível "perderem" Giovani na Avenida Sá Carneiro. Giovani tinha ficado com Gailson junto a uma sapataria naquela via, enquanto Valdo e Edson voltaram atrás para procurar um telemóvel. Só que quando regressam junto da loja, já não os encontraram. Acabaram por encontrar Gailson mais à frente na avenida, mas sozinho.

Quando reencontraram Giovani, este estava no final da Sá Carneiro, caído no chão, mas acompanhado de dois agentes da PSP.

Foi Valdo que acompanhou Giovani na ambulância até ao Hospital de Bragança, onde mais tarde, já na companhia dos outros dois colegas, ficaram a saber que a situação do amigo era grave.

O julgamento envolve cerca de 70 testemunhas, das quais 36 são de acusação.

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