Bragança 

Testemunhas confirmam uso de pau na rixa que levou à morte de Giovani

Testemunhas confirmam uso de pau na rixa que levou à morte de Giovani

Duas testemunhas confirmaram que viram no local quatro dos sete arguidos acusados de matarem o cabo-verdiano Luís Giovani Rodrigues, encontrado inconsciente na sequência de uma rixa, em Bragança, em dezembro de 2019.

As testemunhas, um casal amigo de alguns arguidos e familiares de um deles, recordaram na sessão do julgamento desta sexta-feira, no Tribunal de Bragança, que viram quatro suspeitos no cimo das escadas da Travessa dos Negrilhos, por onde os três jovens cabo-verdianos amigos de Giovani dizem ter fugido do local.

Cláudia e António garantiram que dois dos acusados tinham nas mãos partes de um pau que terá sido usado na rixa e que se partiu. Ao cruzarem-se com um deles, este ter-lhes-á dito "que já lhes tinha dado [aos jovens cabo-verdianos] umas bordoadas nos cornos".

António, primo em primeiro grau do arguido Bruno Fará, disse ao tribunal que decidiu contar o que presenciou na madrugada de 21 de dezembro de 2019 "por uma questão de consciência", apesar de ter sido ameaçado pelo familiar de um dos suspeitos.

Depois de ver um dos arguidos na posse de uma soqueira e com sangue numa mão, Cláudia quis sair do local, deslocando-se com o companheiro para uma discoteca. Nessa altura, terão avistado um homem cambaleante que caminhava sozinho na Avenida Sá Carneiro, com "a mão na cabeça". Só mais tarde, quando viram as notícias sobre a morte de Luís Giovani, perceberam que deveria ser a vítima.

As testemunhas também garantem que a discussão começou na fila da caixa do bar Lagoa Azul, acabando por prosseguir na Rua das Beatas, onde o aluno do Instituto Politécnico de Bragança foi encontrado prostrado no chão.

A defesa do arguido que se terá gabado das "bordoadas" fez um requerimento a solicitar ao coletivo de juízes para que seja feita uma acareação entre António e o acusado. E pediu para ver imagens da discoteca Moda, para onde foram as testemunhas, que não fazem parte do rol de provas.

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O julgamento, que já teve mais de 10 sessões e prossegue nas próximas semanas, envolve cerca de 70 testemunhas, das quais 36 são de acusação.

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