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Todos os bens valiosos de Manuel Pinho arrestados

Todos os bens valiosos de Manuel Pinho arrestados

Buscas em casas de Braga, Porto e Algarve para inventariar e apreender obras de arte, mobílias, dinheiro, telemóveis e material informático.

Dois magistrados do Ministério Público (MP) lideraram, esta quarta-feira, uma operação de buscas que visou inventariar e apreender os bens valiosos do ex-ministro da economia, Manuel Pinho, em três residências do arguido do processo EDP, em Braga (Quinta do Assento), no Porto e em Albufeira. A recolha de novas provas sobre os Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), as chamadas "rendas excessivas da EDP", era outro dos objetivos da operação.

Segundo informações recolhidas pelo JN, as diligências visaram garantir que todos os bens valiosos de Pinho fossem catalogados e alguns deles, aqueles que são facilmente transportáveis, fossem mesmo retirados das residências. Levaram dinheiro, obras de arte e mobiliário de reconhecido valor. O antigo ministro poderá ficar como fiel depositário de outros bens que sejam apreendidos.

"Em resultado da prática de parte dos factos em investigação, só um arguido terá causado ao Estado um prejuízo de 1,2 mil milhões de euros, sendo que, do Grupo Espírito Santo, terá recebido indevidamente, pelo menos, 1 milhão e 265 mil euros. Acresce que, até junho de 2012, o mesmo arguido, terá obtido ainda outras vantagens no valor total cerca de 5 milhões de euros", esclareceu ontem o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em comunicado.

Por outro lado, como confirmou Ricardo Sá Fernandes, advogado de Pinho também telemóveis e computadores foram apreendidos pelas equipas da GNR e da PSP. Estas apreensões foram solicitadas pelo MP e ordenadas pelo juiz Carlos Alexandre, que já tinha mandado arrestar as propriedades do ex-ministro e parte da sua pensão. Manuel Pinho, que foi, durante anos, funcionário do BES, recebia de 15 mil euros por mês e passará a auferir 2115 euros, o equivalente a três salários mínimos.

Pinho foi detido no passado mês de dezembro, após se ter apresentado a um interrogatório no DCIAP, em Lisboa, por suspeitas de corrupção, participação económica em negócio e branqueamento de capitais.

Levado ao juiz para aplicação de medidas de coação, Carlos Alexandre decretou uma caução de seis milhões de euros, que Manuel Pinho não pôde prestar, tendo o sido colocado em prisão domiciliária, que começou a cumprir no Algarve e continua a observar em Braga, para onde se mudou no início deste mês.

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